A primeira hora de voo…

14 14UTC dezembro 14UTC 2011 às 10:29 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Ah, a primeira hora de voo a gente nunca esquece. Os preparativos para ela, tambem não.

Por Araujo.

No dia 11 de Dezembro do corrente mêss, decolamos de Congonhas rumo ao Santos Dumont. A aeronave era um Airbus A319 da Avianca. A despedida dos pais foi calorosa. Sem lagrimas. O voo foi excelente, decolagem de foguete, cruzeiro de airbus. O pouso foi feito pela pista 20L. Se bem que foi mais um catrapo que um pouso, mas, em se tratando de Santos Dumont, 1323 metros de comprimento e 42 metros de largura, tinha mais é que ser mesmo. Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil.

Assim que a aeronave parou completamente, corri e fui pegar minha mochila que eu havia deixado no compartimento superior. Ela havia sumido. Alguem a havia pegado. Foi um corre-corre-corre pelo saguão, um desespero e… eu consegui localizar minha mochila, que tinha minha carteira e CCF em seu interior. Alguem supostamente a havia pego por engano e, um outro alguem a estava… carregando para sua respectiva casa. Pedi minha mochila de volta e retornei ao encontro de um outro amigo. Nada foi levado.

A viagem havia começado com todas as emoções possiveis. Um pouso no Santos Dumont, um furto de mochila… seja bem vindo ao Rio de Janeiro. Fui recepcionado por meu tio Elmiro e por meu primo André, que me levou para sua casa, onde me encontrei com minha tia Talita. Apos abracos de boas vindas, tivemos um almoço agradabilissimo, preparado por minha tia. Logo apos comermos, fomos fazer um tour pela cidade do Rio de Janeiro. Devo confessar, fiquei maravilhado com aqui! A cidade é linda, o Rio é perfeito! Fizemos questao de passar por dentro de algumas comunidades recem ocupadas pela policia e, aparentemente, a paz voltou a reinar.

Retornamos a casa do meu tio. Descansamos algumas horas e, logo de noite fomos para a Igreja. O culto foi excelente. Ouvimos um coral que entoou musicas natalinas de maneira incrivel. Saindo da Igreja, nos dirigimos a uma pizzaria onde jantamos com meu tio e pudemos conversar bastante. Retornando a casa dele, nos aconchegamos em nossos aposentos e nos preparamos para o dia seguite, que comecaria um pouco tarde.

Dez horas da manha do dia 12 de Dezembro. Acordamos, nos arrumamos, tomamos um belo cafe, nos despedimos dos meus tios e tomamos o onibus para Maricá. Apos 50 minutos de viagem, chegamos a QNE. Fizemos nossa matricula e ja recebemos nosso material de estudos: um MGO, uma WAC do Rio, uma Checklist e outros tantos manuais. Teríamos uma prova teórica em menos de 2 horas. Eram quase 130 paginas de estudos.

Ainda bem que eu leio rápido. E ainda bem mesmo. Li cada pagina com atenção, marquei o que era importante e revisei. Em duas horas nos apresentamos para a prova inicial do Cessna 152. Coisas basicas como nome do motor, potencia, velocidades, limites e procedimentos padrao foram cobrados. Tiramos 9 no teste, errando somente duas questoes. Sim, até daria para melhorar, mas considerando que tivemos pouco tempo para estudar, fomos muito bem.

Saindo da prova, fomos introduzidos aos procedimentos gerais da escola e tambem, fomos introduzidos ao avião. Aprendemos o procedimento correto da inspecao externa, quais itens deveriamos verificar e o que deveriamos fazer em caso de encontrar algum problema. Entendemos quais eram os procedimentos de preparação da cabine para o voo, bem como a aplicação e o uso das checklists e, tambem, acionamos o motor, iniciamos taxi, fizemos check de mistura e magnetos, check de potencia estática, e afins. Logo de cara, eu fui o responsavel pelo taxi. Foi muito tranquilo, mais facil do que eu imaginei. Taxiei na faixa, nos conformes. Ingressamos na pista em uso, fizemos o backtrack e… paramos alinhados. Uma vez la, checamos novamente o motor e, por aquele dia, terminamos nosso Groundschool. Voltamos ao estacionamento, fizemos todos os checks e, estavamos liberados oficialmente.

Já estávamos na escola de aviação, ja tinhamos feito a prova inicial, ja conheciamos a aeronave e o grounschool já havia sido feito. So faltava… voar!

Sobre meu primeiro voo, falarei amanha. Sim, isso é so para deixar vocês curiosos e aflitos.

Nova série no PlusAviation!

13 13UTC dezembro 13UTC 2011 às 8:46 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Caros leitores,

Iniciaremos nessa semana uma nova série de matérias: A rotina do Piloto Privado.

Como são os voos? Como é o ground-school? Como funciona a instrução, as navegações, os procedimentos?

Direto de Maricá-RJ, Araújo escreverá um pouco da sua rotina de instrução.

Aguarde!!

O Certificado de Capacidade Física

8 08UTC dezembro 08UTC 2011 às 20:43 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Olá caros leitores. Estava com saudades de lhes escrever. Peço perdão pelo tempo que fiquei ausente. O último mês foi bastante corrido para mim, afinal de contas, final de semestre na faculdade de aviação somado com preparativos para voar é sempre complicado. Peço perdão também ao nosso Editor Chefe, João Vitor Balduíno! Creio que o que virá a ser postado nos próximos dias retribuirá minha ausência de maneira… digamos… espetacular! Vamos ao que interessa, o Certificado de Capacidade Física.

Por Araújo.

Todo piloto teve, tem ou terá receio de tirar essa carteira necessária. Todo piloto teve, tem ou terá algum problema com o CCF. Não, eu não sou vidente. Sou piloto. O Certificado de Capacidade Física é, sem dúvida, o documento necessário para o voo que mais preocupa os aeronautas de todo o Brasil. Para tirá-lo, você precisa estar com a saúde física, mental e emocional em dia, mas… e se os exames forem feitos num dia em que você não está bem? O que pode acontecer? E se aparecer algum problema físico, o que me acontece?

O Certificado de Capacidade Física, vulgo CCF, é um documento que custa na faixa de 350 reais (inicial) expedido pela Agência Nacional de Aviação Civil e tem por objetivo certificar que o aeronavegante tem a capacidade física para exercer atividades a bordo de aeronaves civis brasileiras. Há um Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) que trata somente dos requisitos mínimos para a obtenção do CCF. Tal RBAC foi completamente lido por mim por pelo menos cinco vezes, tal era minha preocupação. Para os que querem saber mais, vou deixar logo abaixo o link para acesso ao RBAC 67:

http://www2.anac.gov.br/arquivos/pdf/audiencia/Anexoresolucao67.pdf

Tenho que confessar, o maior medo sempre foi não poder voar por algum motivo. Quando pequeno, passei por quatro cirurgias. Depois de crescido, estourei um ligamento do joelho. Fazia alguns bons anos que eu não praticava atividades físicas. Virei um sedentário, como diz o manual do piloto. Somada aos quadros de doenças cardíacas familiares desenvolvi uma neurose que fez com que eu tivesse um medo absurdo e irracional de medir pressão arterial, mesmo eu não tendo problema algum de saúde, seja ele cardíaco ou não.

Desde os meus 12 anos tenho me preocupado com o meu CCF. Quando entrei na faculdade de aviação e vi que eu precisava tirá-lo definitivamente, a coisa ficou um pouco pior. A ansiedade bateu lá em cima, o medo se intensificou e… eu pensei que eu não teria condições de ser piloto por não saber controlar a minha própria ansiedade frente a um grande desafio.

Resolvi marcar meu exame. Procurei os locais de inspeção na cidade de São Paulo e logo me deparei com o HASP (Hospital de Aeronáutica de São Paulo). Como tudo que é público, por assim dizer, no HASP há uma fila de espera. O problema era que tal fila tinha 3 meses de espera. E eu não tinha esse tempo. Resolvi procurar clínicas particulares para a inspeção. Encontrei a Clínica La Vue, recomendada por um amigo meu. Logo descobri que eu precisaria fazer todos os exames por conta própria e, no dia da inspeção, eu deveria levá-los para que fossem analisados.

Já estava decidido, eu faria meu CCF inicial em clínica particular. Marquei uma consulta com o médico da família e, solicitei todos os exames necessários, que é Raio X Tórax, Raio X de Seios da Face, Panorâmica Oral, E.E.G Eletroencefalograma com laudo, E.C.G Eletrocardiograma com laudo, além de alguns exames laboratoriais, tais como Hemograma completo, Plaquetas, Glicose, Colesterol Total, Colesterol HDL, Uréia, Creatinina, Triglicerides, Acido Úrico, Tipo Sangüino, Fator Rh., VDRL e Urina I com Sedimentoscopia.

Como fiz pelo convênio médico, não tive custos para os exames, somente para a emissão do CCF, que me custou exatos 350 reais. Em três semanas estava pronto para ir para a minha inspeção. Liguei na Clínica La Vue, marquei a data e lá compareci.

No local, tive que preencher um calhamaço de questionários, fiz um exame dentário, exames gerais de visão, medi a pressão e fiz a consulta com um psiquiatra. Foi tudo tranquilo, sem problemas. Consegui controlar a minha ansiedade, agi com calma, elegância e tranquilidade, conseguindo obter meu CCF de Segunda Classe.

Para você que tem o sonho de voar, mas que tem medo do tal do CCF… eu só tenho uma dica: Haja com calma, elegância e tranquilidade que tudo dará certo. Para conseguir minha carteira, passei por diversas dificuldades que resolvi ocultar ao escrever este artigo. Talvez eu as escreva em um outro, mas, o que tive que superar para conseguir meu CCF foi minha própria mente, meu próprio emocional, controlando o nervosismo e a ansiedade.

Nada pode parar o sonho de quem nasceu para voar. Sem mais.

Bate e Volta na Capital Paulista!

15 15UTC novembro 15UTC 2011 às 15:38 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Caros Leitores,

Como todos sabem, com a chegada de novas companhias aéreas em alguns locas, foi possível encontrar durante um longo tempo preços baixíssimos em trechos onde, anteriormente, o valor da passagem era extremamente caro devido ao monopólio nestas rotas. Como não podia deixar de ser, em Ribeirão Preto, após a chegada da Azul em Março deste ano com seus ATRs, com a Webjet (Que na época ainda operava RAO – Sampa – RAO) e com o aumento na oferta de vôos da Passaredo, a TAM abaixou em mais de 50% o preço da sua tarifa nos vôos Congonhas – Ribeirão e vice versa.

Por João Vítor Balduino

Antenado nos sites que anunciam descontos em passagens em todas as nossas companhias, descobri que a TAM estava fazendo uma Mega Promo que incluía os clientes TAM Fidelidade no meio. Entrei no site meio que “in-off” e encontrei RAO – CGH – RAO por apenas 8.000 pontos ida e volta. Eu estava com 25.000 no cartão. Pensei comigo: Vamos pra Sampa?

E assim foi. Emiti em 10 minutinhos os bilhetes, inserindo apenas minha senha de resgate Multiplus. A viagem ficou extramamente cara, R$36,00. Dureza…

Marquei para o dia 08/03/2011, feriado de carnaval. Enquanto algumas pessoas estavam nos sambódromos de São Paulo e Rio de Janeiro vendo as pelas passistas dançando frenéticamente, eu estava as 6h50 da manhã na fila do check-in da TAM no Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto. Menos de 5 minutos e fui atendido pelo Sr. Leonardo, que prestava não só a mim, mas a todos os passageiros, um atendimento impecável e esbanjava simpatia, apesar do horário ingrato para voar. Recebi meus cartões de embarque tanto de ida quanto de volta, já que eu voltaria no mesmo dia. Poltronas respeitadas, não me restou nada para fazer no aeroporto que não ir para a sala de embarque acompanhar alguns dos movimentos naquela manhã. Apenas 3 ERJ-145 da Passaredo e o ATR-72 da Azul, PR-AZS.

Logo chegou nosso avião, o A319 PR-MAQ, procedente de Congonhas e que retornaria para lá em instantes. Convidados para embarque prioritário os clientes portadores de necessidades especiais, idosos, clientes Star Alliance GOLD, Fidelidade Vermêio, Tarifa TOP e menores desacompanhados. Como eu não me encaixava em nenhuma das categorias, aguardei até que a segunda chamada acontecesse. E não demorou: 5 minutos depois o restante do pessoal foi convidado a embarcar. Felizmente, fui o primeiro da fila e logo estava caminhando rumo ao nosso Airbus.

O PR-MAQ foi recebido pela TAM em Dezembro de 2002, novinho direto da fábrica da Alemanha da empresa Francesa (???). Voa na TAM desde então, e estava impecável por fora e por dentro. Para quem não conhece muito o meio aeronáutico, podia dizer para o parente / amigo / conhecido que fosse buscá-lo no aeroporto que o avião era novinho em folha. O que não deixa de ser verdade. Um avião de 2002 não pode ser considerado velho. Ainda tem MUITA lenha pra queimar. Localizei meu assento 18-A, onde me acomodei e aguardei o término do embarque. Estávamos parados ao lado do ATR da AZUL citado logo acima. Felizmente, eu voaria sozinho sem nenhum “companheiro” de fileira. Pelo menos espaço pra esticar a perna eu tinha, visto que tenho 1,87mt de Altura e nossos pitchs não são dignos de elogios. (Salvo raras exceções).

Acima, já embarcados. As portas foram fechadas, o speech de boas vindas padrão da TAM foi cantado por nossa comissária chefe e o vídeo de segurança e alguns merchans (Renault Logan, Governo Federal [??]) foram exibidos no sistema áudio-visual do Airbus. Taxiamos ao ponto de espera da pista 18, onde decolamos na saída ALVA, autorizado, após ALVA, voar DCT GRADE. A rota original do vôo 3277 é esta, segundo o CGNA:

TAM3277 A320/M SBRP1115 N0390 180 DCT AAQ/N0380F190 W18 GRADE DCT SBSP0040 EQPT/W RMK/ARR SP1218

Prosseguimos com nossa subida ao FL180 diretasso GRADE, para interceptarmos a chegada GRADE2, com final ILS H3 da pista 17R.

Abaixo, vocês podem ver o pitch do PR-MAQ e nossa subida ao FL180.

Não demorou muito e o serviço de bordo começou a ser servido. Para este vôo, foi servido o famoso Kit Bauducco, composto por Torradas Cookies (Pois comer Cookie é bom!), Geléia de Uva, Polenghi Gorgonzola e uma faquinha para espalhar na torrada os recheios. Fica a dica pra quem for voar, Polenghi com Geléia de Uva é MUITO BOM. Como bebida, pedi uma Coca Zero. Se o cafezinho da TAM fosse bom…

Nosso vôo corria tranqüilo, sem turbulência. Aproveitei para curtir a programação do mês na TAM, com uma seleção de vídeos gravados pela própria TAM, como dicas de viagens, alimentação, passeios, etc. a TV TAM Nas Nuvens, na minha opinião, é muito boa. Os programas são apresentados por Carla Fiorito e Cássio Reis (Já pegou a Daniele Winitts – É assim que escreve?). Além da seleção de vídeos, estão disponíveis vários canais de música, que vão desde música infantil, passando pelo Sertanejo de Goiás e terminando no sensacional Barry White. Para desfrutar da programação, é necessário solicitar seu fone de ouvido junto ao comissário de bordo.

E foi ao som dele que curti o início da nossa descida para o Aeroporto de Congonhas, na capital do progresso brasileiro. São Paulo céu parcialmente encoberto e temperatura na casa dos 19ºC, segundo nosso comandante que eu não recordo o nome, infelizmente.

Fomos autorizados direto ao fixo EVER, onde ingressamos na longa final da pista 17R de Congonhas. Estabilizados no ILS, viemos para pouso com o sol querendo aparecer timidamente naquele dia tipicamente paulistano. Abaixo, vocês podem conferir o vídeo do nosso pouso. É possível ouvir a música ambiente que tocava no sistema de áudio do nosso Airbus.

http://www.youtube.com/watch?v=kXyuCge9-Rc&feature=player_embedded

Toque suave e frenagem rápida, livramos a pista com uma singela “Boas Vindas” por parte de nossa comissária. Taxiamos lentamente até o finger 01, onde desembarcamos. Foi possível observar no taxi alguns tráfegos naquela manhã em Congonhas.

Motores cortados, desembarque autorizado. Subi o finger e me dirigi ao saguão principal do aeroporto, onde me encontrei com um amigo, tomamos uma coca e fomos para a Washington Luís, onde ficamos Spotteando e joando conversa fora.

Após o curto tempo em São Paulo, voltei para o saguão e me dirigi diretamente ao embarque, visto que eu já tinha feito o check-in de volta em Ribeirão. Me despedi do meu amigo, que tomou o rumo de casa, assim como eu. No cartão de embarque o portão de embarque previsto era o portão 2, no piso superior. Conferi a tela com os vôos em partida e ela confirmava: Portão 2.

Sentei e aguardei a chamada do vôo calmamente. Do meu lado, um casal que iria para Ribeirão visitar o filho também aguardava o vôo, e puxamos papo. Olhei no relógio e o horário de embarque já havia passado em 10 minutos. O finger estava sem nenhum avião. Olhei para a tela e me espantei: TAM 3274 – Ribeirão Preto – Última Chamada. Ora pois, ultima chamada onde? Lá no portão 22, piso inferior. Nenhum aviso por parte da TAM foi dado. Avisei o casal com quem conversava e nos dirigimos ao portão correto. Embarcamos em uma Sprinter e fomos levados até nosso avião.

O vôo 3274 da TAM seria operado neste dia pelo PR-MAX, um Airbus A320. O PR-MAX foi recebido pela TAM em Novembro de 2005, um avião novo. Minha poltrona era a 7-A, e, assim como na ida, eu não teria companhia na fileira. Novamente, meu espaço para as pernas estava garantido.

Os adesivinhos que o povo adooooooora passar a unha no cantinho

Logo embarcado, afivelei o cinto de segurança e aguardei o fechamento das portas, início do Pushback e acionamento dos reatores. Com o embarque já finalizado, nosso Comandante entra no PA para nos informar que o tempo de vôo até Ribeirão Preto seria de 46 minutos, Ribeirão tinha tempo chuvoso e temperatura na casa dos 22ºC naquela terça feira.

Os tradicionais speechs de boas vindas e o vídeo de instruções de segurança foram exibidos no sistema áudio visual enquanto taxiávamos ao ponto de espera da pista 17R de Congonhas

Chegamos ao ponto de espera onde aguardamos o pouso de uma aeronave da GOL e mais duas da TAM.

A cidade de São Paulo!

Autorizados pela torre, alinhamos e decolamos sem parada no perfil OPRAM-C.

http://www.youtube.com/watch?v=IuSOLhEV7Hk

Decolados com curva a esquerda, prosseguimos com nossa subida respeitando as restrições de altitude da saída e impostas pelo Controle São Paulo.

Nossa subida transcorria sem problemas, e tão logo estabilizamos no FL170, na proa de Poços de Caldas. A rota que o TAM 3274 cumpre, segundo o CGNA, é esta:

TAM3274 A320/M SBSP1506 N0364 170 DCT OPRAM/N0371F180 W2 PCL/N0378F170 W19 DCT SBRP0041 EQPT/W

A calmaria impressionava, como pode ser visto neste vídeo, já em cruzeiro:

http://www.youtube.com/watch?v=El5-ErobQSE&feature=player_embedded

O serviço de bordo foi iniciado pelos comissários. Neste vôo, foi servido um Sanduíche Quente com Roastbeef, Queijo Minas, Quejo Gogonzola, Queijo Prato (Cacilda, quanto queijo!) e tomate em rodelas. Para beber, o tradicional da TAM + as cervejas Sol e Xingu, Pilsen e Escura, respectivamente.

Fiquei com a boa e velha Coca Cola. Mas sempre Zero, off course.

Detalhe da embalagem do sanduíche servido. Apresentação simpática.

Cinqüenta minutos no solo passam devagar, mas a bordo passam, assim como nosso Airbus, voando. Já estávamos descendo para Ribeirão Preto, onde pousaríamos na pista 18 cumprindo o procedimento RNAV para esta pista. Assim como passado em Congonhas, as condições meteorologias permaneciam as mesmas, com alguns pequenos desvios sendo efetuados por parte do PIC durante nossa chegada.

Giramos base para a final da pista 18 e ingressamos na final desta pista. O pouso pode ser visto neste vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=V2TSZf_Yros&feature=player_embedded

Toque suave e algumas correções com o leme (Lembrando que a pista ainda não possuía o Grooving nesta data), livramos rapidamente a pista a taxiamos rumo ao terminal de passageiros, encerrando assim nossa jornada desde São Paulo.

Paramos na posição 03, ao lado de um 737-300 da Webjet, que prosseguiria para Salvador.

Espero que tenham gostado.

Até a próxima.

Do ventilador para o aquecedor: De Ribeirão para Curitiba e volta, com conexões.

3 03UTC novembro 03UTC 2011 às 19:40 | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Bem amigos do PlusAviation!

Depois de termos viajado para Congonhas em um bate volta relâmpago no carnaval, de termos ido até Vitória passando por Ribeirão Preto, Congonhas, Santos Dumont e Congonhas novamente, vamos agora para o sul do Brasil, mais precisamente para a cidade de Curitiba. Seja bem vindo a bordo!

Por João Vítor Balduino

Julho é mês de férias para universitários, professores e estudantes em geral. É uma época do ano onde todos costumam viajar para os mais diferentes locais. Praia, campo, montanha, sul do Brasil, etc. E é nesta época que as companhias lançam alguns dos seus “Especiais de Férias”. Como todas as vezes em que planejo uma viagem, entro todo santo dia no site das minhas companhias aéreas prediletas para viajar: TAM e Azul. Fuço os dias, combino itinerários, vejo os melhores preços. Comecei a me programar no início de Junho. Os preços, na TAM e na Azul, não estavam nem um pouco bons. Para ir, de TAM, R$900. Para voltar de Azul, R$ 650. O preço não ficava muito diferente se eu comprasse ida e volta pela vermelha ou ida e volta pela Azul.

Confesso que já estava entrando nos meus planos a idéia: “Quer saber? Vou ficar em Ribeirão mesmo, de boa, tranquilinho”. Liguei para meu tio que reside em Curitiba e falei que a viagem estava cancelada. Eu, por causa disso, fiquei bastante zangado, mas já estava me acostumando com a idéia. Não durou uma semana. Era uma quinta feira, e meu Nextel começa a apitar. Meu pai fala: “Filho, pega o cartão da mãe aí e entra no site da Azul pra comprar sua volta. Ta por 129 com conexão em Viracopos. Mas corre que pode acabar”. Bastou ele dizer e entrei no site da Azul. Selecionei os vôos e efetuei a reserva em 10 minutos. Agora sim: Meus dias na capital paranaense estavam confirmados. Liguei pro meu tio novamente, remarquei a viagem, mas disse só o dia que eu iria voltar. E a ida? Ora, vamos providenciar! Fiquei de retornar a ligação assim que conseguisse alguma coisa interessante.

Webjet? To fora! Passaredo? Na data os vôos para CWB estavam suspensos. Azul? Já comprei a volta. Gol? Não opera RAO. Quem restou? A TAM. Entrei no site da vermelha. Fuça, fuça e NADA. Nenhum preço bom. Mas eu sou meio tolo. Deve ser pelo calor da viagem, pela ansiedade de fazer tudo certinho. Lembrei que tinha alguns pontos do meu Fidelidade que sobraram da viagem pra VIX. Fiz o login e vi o extrato: 8.000 pontos. Pensei: Será que dá? Não custa tentar. Procurei RAO – CWB. Várias opções por 10.000, 15.000… E no meio uma perdida: 8.000 pontos. “Ah, muleque”, diria um amigo meu. Digitei minha senha de resgate, meu santo Visa que não me deixa na mão e agora eu era passageiro de duas empresas: TAM e Azul. Meu itinerário ficou assim:

04/07 – RAO/CGH – JJ4720
04/07 – CGH/CWB – JJ3003
08/07 – CWB/VCP – AD4082
08/07 – VCP/RAO – AD4305

Após o mês de Junho passar feito um canhão, logo na primeira semana de férias eu já estava mais do que pronto para descansar. No dia 03, dormi cedinho pois no dia seguinte, na primeira hora, teríamos que fazer uma coisa chata, que eu não gosto muito…HAHAHA. Eu iria voar! Meu despertador tocou era exatamente 04h00 da madrugada. Tomei um banho rápido, um café da manhã bem reforçado e, quando eram 10 para as 5, já estava “on the Road”, na proa do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto. Naquela manhã quente apesar de estarmos entrando no inverno, tínhamos tudo para um agradável vôo até Congonhas, cumprindo nossa primeira etapa até a capital Paranaense.

Cheguei no aeroporto faltando cerca de uma hora para nossa decolagem. Fui direto ao balcão da Pantanal (Nosso vôo era TAM/Pantanal) onde fiz meu check-in em menos de 5 minutos. Não tinha muita fila, recebi meu cartão de embarque para os dois vôos e minha bagagem foi despachada até Curitiba, como sempre acontece e é padrão em vôos de conexão como este. Ainda estava escuro, e aguardei mais um pouco para ir até a sala de embarque. Observei alguns tráfegos sendo preparados para decolar e estes minutos passaram voando, assim como nosso Airbus faria em poucos minutos. No sistema de som, a Pantanal em parceria com a TAM convidava para embarque imediato no vôo 4720 passageiros Fidelidade Vermelho, Star Alliance GOLD, Tarifa TOP, Cartão de Crédito TAM Platinum, idosos, gestantes, menores desacompanhados e portadores de necessidades especiais. Como eu não me encaixava em nenhuma destas categorias, aguardei até a segunda chamada, que ocorreu rapidamente. Como sempre, fui o primeiro da fila da segunda chamada para embarque. Cartão destacado, bastava uma curta caminhada para entrarmos no A319 que nos aguardava.

Quem nos levaria para Congonhas? O bom e velho Zé! Zé? Quem é? O PT-MZE! Recebido pela TAM em 1999, voa com ela até hoje com maestria. E voa bonito! Recebidos pela comissária chefe e outra comissária que estava em seu terceiro vôo na companhia, ainda em instrução, acomodei minha mochila do Notebook em baixo da poltrona da frente e aguardei o término do embarque. Minha poltrona neste vôo seria a 3F, logo na frente da turbina direita. Adoro estas poltronas no Airbus, o som dos IAE na decolagem são simplesmente maravilhosos de se ouvir.

Nossa vista a partir da 3F, ainda em RAO. (Peço perdão pelo reflexo da blusa, ainda estava escuro)

O dia começava a clarear quando nossas portas foram fechadas e, em nome da tripulação do comandante Flávio e sua tripulação, nos foram dadas as boas vindas a bordo do Airbus A319 da TAM. (Nota: Em vôo, todos os speechs são feitos em nome da TAM. O nome PANTANAL não é citado em nenhum momento pela tripulação). O vídeo de segurança foi exibido, e prosseguimos com nosso taxi até o ponto de espera da pista 18. Como num ritual, nossa saída seria a ALVA, após ALVA voaríamos DCT GRADE, onde iniciaríamos nosso procedimento de descida para o aeroporto de Congonhas.

Na nossa retaguarda, um ERJ-145 da Passaredo que prosseguia para Belo Horizonte. Taxi lento, sem pressa.

Autorizados pela Torre Ribeirão, alinhamos e decolamos sem parada da pista 18. O som dos IAE é lindo, como vocês podem conferir no vídeo abaixo, da nossa decolagem.

Subindo suave, logo furamos a camada e um lindo nascer do sol nos aguardava, brindando ainda mais nossa segunda feira, apesar do horário ingrato para voar. Um dia, assim espero e com a graça de Deus, terei muitos nascer e pôr-do-sol para ver lá de cima. Seja decolando de Manaus ou pousando em Porto Alegre, é sempre lindo ver como nosso mundo, apesar dos problemas, continua encantador em certas circunstancias.

Após a filosofia de boteco, o serviço de bordo foi iniciado, mas eu prontamente recusei. Neste vôo foi aquele Kit Bauducco + bebidas (Não tinha café). O de sempre.

Restou-me, e eu fiz sem protestar, olhar pela pequena janela do Airbus o nascer de um novo dia. A essa altura do campeonato, já estávamos iniciando nossa descida para Congonhas. Sim, é um vôo bastante rápido, que dura 35 minutos.

A densa camada, logo abaixo das asas do Zé:

Ao contrário de Ribeirão, que tinha um início de dia quente (Mas com nuvens), a capital paulista amanhecia cinzenta naquela manhã. No speech do nosso comandante, as informações mais recentes nos davam Chuva leve, temperatura de 10ºC e um teto de cerca de 400ft. No final das contas, estava tranquilissimo, e prosseguimos na nossa chegada. Autorizados DCT EVER, logo ingressamos na final da 17R de Congonhas. Abaixo, a cidade amanhecia ainda, as pessoas iam para o trabalho. O trânsito em Sampa, visto de cima, é bonito. Agora, lá de baixo…

Já pousei com chuva várias vezes, e não me assustava pousar em Congonhas nestas condições, sabendo das totais condições que nosso Airbus tem de parar com segurança em Congonhas. A senhora que estava do meu lado tirou um rosário do bolso e começou a rezar. Respeito o medo, pois aqui em casa, minha mãe tem o mesmo tipo de problema e é super desagradável voar para ela, ainda mais com chuva.

O pouso em Congonhas foi um dos melhores que já estive presente dentro de um avião. Como vocês podem ver no vídeo abaixo, um flare suave e um toque lindo encerravam nosso vôo procedente de Ribeirão. Eu nunca vi um avião vir tão suave assim no pouso. Mandou bem, capitão!

Taxiamos até uma posição remota, onde fomos apanhados por um ônibus da InfraZero, que saiu abarrotado de gente. Fomos levados até a sala de desembarque, onde desembarquei normalmente e prossegui para o saguão principal de CGH, que estava completamente lotado naquela manhã. O que eu fui fazer? Fui tomar um café! O vício diário da rotina do meu dia-a-dia (Jeeesuuuissss)

Com cerca de 1h de solo restante, segui para a sala de embarque. O embarque do vôo 3003 seria pelo portão 16, piso inferior. Antes de sentar, fui até a Laselva compar um exemplar da Veja, que tinha uma matéria interessante (E não recordo qual era…). Sem mais detalhes, fomos convidados para embarque imediato no portão de 16 para o vôo 3003, com destino a Curitiba e conexões. Entramos em um ônibus da Infraero e fomos levados até nosso avião, que estava na remota, logo ao lado do último finger, onde estava um 737-800 da GOL.

Quem seria o personagem principal do nosso vôo até Curitiba? O novíssimo PR-MYH! Recebido pela TAM zero bala pela TAM em Outubro de 2010, ou seja, com 9 meses de uso. Um bebezinho! Embarcamos com um vento gelado e uma chuva que aumentava ainda mais na capital paulista. Procurei meu assento, o 16-A, do lado esquerdo do Airbus. Acomodei minha mochila na poltrona do lado da minha, amarrada com o cinto de segurança (Agora minha mochila seria um passageiro do JJ3003, hahaha). Aguardei o término do embarque e (tentei) fazer algumas fotos legais.

Passageiros embarcando para Curitiba:

O cidadão que escreve estas mal traçadas, como dizia Noel Rosa…

Detalhe da poltrona Recaro do nosso A320. Eu, particularmente, acho estas RECARO muito mais confortáveis que os outros modelos de poltrona.

Nosso comandante, Bezerra, entrou no PA para nos passar algumas informações relativas ao nosso vôo. Foi algo assim, puxando na memória auditiva:

“Senhoras e Senhores, bom dia, bem vindos a bordo de nosso Airbus A320. Hoje realizaremos o vôo 3003, com destino a capital Paranaense, Curitiba. Nosso tempo de vôo está estimado em 40 minutos, Curitiba céu claro e temperatura de 1ºC. Por sua atenção obrigado, e retornaremos em breve com novas informações”.

Sim, caro leitor, que teve paciência de chegar até aqui. Você não leu errado: A temperatura em Curitiba, as 9h da manhã, era de 1ºC. Eu, que sou curitibano da gema e morei lá por vários anos (de 2002 a 2008) nunca passei por um frio tão intenso como o previsto. O jeito era preparar minha jaqueta pois o trem ia gelar!

Iniciamos nosso pushback pontualmente no horário. Taxiamos ao ponto de espera da 17R, onde aguardamos por uns 10 minutos devido ao tráfego local.

A movimentada São Paulo passava sobre nossa janela.

“Tripulação, decolagem autorizada”. Alinhamos e decolamos da 17R, com 5 minutinhos de atraso em relação ao horário original. Desprezível, off course. Curta nossa decolagem:

Subindo, subindo, já na proa de Curitiba, foi iniciado o serviço de bordo. Neste vôo foi servido o Café da Manhã TAM, “A refeição mais importante do dia, em parceria com a Danone, para um dia mais alegre e saudável”. O conteúdo? Mini salada de frutas, mini sanduíche, e um Actimel que ajuda você a soltar tudo o que ta preso no intestino. Tudo isso dentro de uma MEGA caixa, que te dá uma baita ilusão e esperança de “Hoje tem bastante coisa”. Para beber, pedi um cafezinho. Mais café!

Após devorar essa mega refeição, continuei curtindo a visão lá de fora. A janela no MYH surpreendeu pela limpeza, permitindo que as fotos ficassem muito mais bonitas que as feitas dentro do MZE. Um vôo tranqüilo, sem turbulência, perfeito para encerrar a jornada e iniciar o descanso das férias.

Como trata-se de um vôo rápido, a gente já tinha iniciado nossa descida para Curitiba. Captain Bezerra voltou para informar que a temperatura em Curitiba tinha subido, pra 2ºC. Grande diferença…

Rapidinho Curitiba aparecia para a gente, iluminada pelo céu que brilhava forte naquela manhã. É sempre bom voltar para nossa cidade natal, estar com quem a gente gosta, reviver bons temos, rever amigos… A aviação é fantástica! Eu, que estava em Ribeirão até 2h30 atrás, agora já estava em Curitiba, distante 700km uma da outra. Se fosse vôo direto, esse tempo seria encurtado para 50 minutos. Apenas esses minutos nos separam de bons momentos que ainda virão. E comigo, neste dia, não foi diferente. Bastaram poucas horas para que isso acontecesse.

Já ingressando na final da RWY 15 do Afonsão Pena Airport. O mais lindo, tesão, bonito e gostosão!

Final mão firme e toque mais firme ainda, como vocês podem conferir no vídeo abaixo:

Senhoras e Senhores, meninas e meninos, moças e rapazes… Sejam bem vindos a Curitiba!

Após o pouso, taxiamos rumo ao terminal de passageiros, com pouco movimento naquela manhã. Apenas nosso trafego, um 737-800 da GOL, um 737-300 da Webjet e um E195 da Azul.

 

Uma pequena demora até as portas serem abertas e o desembarque autorizado, ficamos com os motores ligados por um tempo no gate. Após isso, passada na cabine para dar um olá aos nossos pilotos. Desembarquei rapidinho e segui para as esteiras, onde aguardamos por MEIA HORA nossa bagagem. Felizmente ela chegou inteira, uma das primeiras que apareceram na esteira. Fui ao encontro do meu tio, que me aguardava do lado de fora do aeroporto. Aquele frio de 2ºC dava a sensação de -5ºC, segundo a rádio CBN Curitiba informava naquele dia.

Após os “trâmites” pós chegada em Curitiba, já era hora do almoço. Vou deixar aqui uma dica de restaurante no Boa Vista / Bacacheri, que é muito gostoso e eu sou freqüentador assíduo desde quando eu morava em Curitiba. É o Bocaccio. Fica na Avenida Paraná, perto da Athenas matérias de construção. As quartas feiras o cardápio é feijoada, uma das melhores que já provei. Preço justo e comida gostosa! Buffet livre, por pessoa. Quem for pra Curitiba e quiser almoçar bem e barato, mas com qualidade, considere o Bocaccio como uma das suas opções.

Como eu acordei 5 da manhã, depois do almoço eu tava mortinho, mortinho. Caí no sofá da casa dos meus tios e apaguei por umas 4 horas, enrolado em 3 cobertores pra dar conta do frio. É andar térreo e entra o tal do vento canalizado, ou seja, a sensação de frio é ainda maior.

De noite, no embalo da night Curitibana, convidei meus tios e a prima para jantarem. Todos recusaram o convite pois estava tarde, mas eu não desisti da idéia. E deixo aqui outra baita dica de onde comer bem em Curitiba. Chamei um taxi e falei pro motorista: Me leva pro Madero do Cabral. O Madero é um restaurante relativamente novo em Curitiba, mas que já conquistou vários prêmios nacionais e internacionais pela excelência na comida que eles servem. Um ambiente gostoso, aconchegante e um atendimento de primeira. Valeu a pena! O preço não é tão em conta (Entrada + Prato Principal + 2 Coca-Cola por R$ 70), mas com toda a certeza vale a pena cada centavo gasto.

A casa tem vários endereços em Curitiba, e você pode conferir cada um acessando: www.restaurantemadero.com.br

Como não poderia deixar de ser… Cobandante Habilton, me dê IBAGENS!

Bom pessoal, com estas fotos maravilhosas que me abriram o apetite mesmo após almoçar, encerro esta primeira parte da viagem de férias.

Na próxima parte, vamos sair de Curitiba para Campinas a bordo de um jato E-195 da Azul, e de lá em conexão para Ribeirão Preto a bordo do ATR-72 da empresa paulista. Você não vai deixar de ler, vai?

Obrigado pela paciência em ter lido toda esta primeira parte, e aguardo vocês para a segunda, que está no forno.

Para quem não leu até aqui, deixo meu obrigado também.

Um abraço,
João Vítor Balduino.

 

 

 

 

 

[UP!!!!!] Novo endereço e contatos!

30 30UTC outubro 30UTC 2011 às 15:26 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Caros leitores,

Agora você pode acessar o PlusAviation através do link: www.plusaviation.com.br

Porém, digitando o link atual (www.plusaviation.wordpress.com) você continua acessando normalmente o Portal PlusAviation!!

Ultimamente temos recebido vários e-mails com dúvidas, sugestões, criticas, etc. Porém a visualização deles foi afetada por alguns fatores. Por este motivo, agora você pode entrar em contato diretamente com os editores do PlusAviation, facilitando e otimizando o contato.

João Vítor Balduino – balduino@plusaviation.com.br

Araújo – araujo@plusaviation.com.br

Um abraço,

Os editores.

Cenários e Fatos – A formação de aviadores no País.

27 27UTC outubro 27UTC 2011 às 18:51 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Caros Leitores,

Aos que acompanham os mais variados veículos de comunicação (G1, UOL, Folha de SP, Telejornais), é notável que a quantidade de matérias relativas a aviação tem aumentado de maneira espantosa. Com certeza, é um ótimo assunto para ser abordado, ainda mais agora, um momento especial para nossa aviação que está vivendo um momento de subida acentuada, com mais gente viajando, mais aeronaves e mais destinos servidos. Mas, e quando o assunto tratado por estes veículos é a falta de pilotos? A falta de pilotos na aviação Brasileira é um tema real ou apenas jogada de marketing? E a formação de pilotos no país, como anda? Vamos entender um pouco mais disso a partir de agora.

Por João Vítor Balduino

Aeroclubes lotados. Dificuldade de marcar horas de vôo. Faculdades disputadíssimas. Estes são alguns dos inúmeros fatores enfrentados por jovens e adultos que desejam seguir carreira na aviação hoje em dia. A falta de pilotos é um dos temas que mais entram nas rodas de discussões em fóruns de aviação, em rodas de aeroclube, na mesa redonda da faculdade. Mas isso é real? Por enquanto, sim. As companhias aéreas brasileiras, bem como o mercado da aviação executiva, tem crescido muito no nosso país nos últimos anos. Isso é reflexo das facilidades atuais para quem quer tomar um avião e viajar. Facilidades de pagamento, vôos diretos, preços baixos, novos modelos e estilos de companhias aéreas tem surgido. Para transportar esse montante de gente que quer viajar, são necessárias aeronaves. E, para que essas aeronaves voem, além do trabalho de solo, abastecimento e outros “N” fatores, são necessárias peças-chaves para isto tudo: Os pilotos. Afinal, são eles que vão operar os aviões.

 

São eles que operam essas belas aves que cruzam nossos céus: Os pilotos. Sem eles, a aviação não decolaria, literalmente.

Em Ribeirão Preto, na escola de aviação Aces-High, o curso de piloto privado de aeronaves é um dos mais disputados do negócio, administrado por uma equipe de renomados profissionais da aviação, entre eles, comandantes de grandes companhias aéreas nacionais. Segundo Eugênio Rocha, piloto e um dos professores da escola, a Aces High começou há cerca de 1 ano e meio com apenas 8 alunos, e, atualmente, está com um espantoso e satisfatório número de alunos: 105. Isso apenas no curso de Piloto Privado. E, com as facilidades impostas pelas companhias aéreas na hora de admitir um piloto, 90% dos que se formam hoje em dia já tem colocação imediata no mercado de trabalho, o que era inimaginável há cerca de dez anos atrás, onde a quantidade de horas de vôo era levada muito mais em conta do que hoje em dia.

Para ingressar na Varig, as horas de voo pesavam, E MUITO, nos requisitos mínimos.

Para ingressar na Varig, as horas de voo pesavam, E MUITO, nos requisitos mínimos.

E não é só na escola de aviação que futuros aviadores tiram proveito de aulas que adoram: Várias faculdades brasileiras contam com renomados cursos voltados para o mercado da aviação. Um exemplo delas, se não o melhor exemplo, é a Faculdade Anhembi Morumbi, em São Paulo. O curso, procurado por quem deseja ser um piloto de linha aérea, conta com uma grade curricular que permite que o formando siga carreira em outras importantes áreas da aviação. Um exemplo de sucesso profissional é Guilherme Britto, diretor de rotas da Azul Linhas Aéreas. Formado na Anhembi Morumbi, com apenas 24 anos já ocupa um posto importante na sua carreira. Guilherme, que também é apaixonado por aviação, comentou este e outros fatores na EXPOAR, um evento da faculdade voltado para os futuros aeronautas/aviadores.

 

E as horas de vôo? Infelizmente, voar as horas necessárias para se tornar piloto não é barato. É preciso desembolsar, no mínimo, por cada hora de vôo, uma quantia de cerca de R$300, que varia de local para local, e também de acordo com o avião escolhido pelo aluno para voar. No Aeroboero, avião largamente utilizado para instrução de pilotos, a hora de vôo pode ser encontrada em alguns aeroclubes por cerca de R$200 (Aeroclube de Araraquara). Já em Ribeirão Preto, o preço da hora de vôo em uma outra aeronave, o Cessna 152, chega a exorbitantes R$370, no aeroclube. O que acontece muito durante a formação é o seguinte caso: O aluno começa seu PP teórico, termina, tira seu CCF e inicia as horas de vôo. Mas, infelizmente, uma pequena parcela desiste visto o alto valor das horas. No Brasil, onde a aviação mais cresce na América latina, não é possível entender que ainda não temos programas de incentivo aos que desejam se tornar aviador. Sim, caro leitor… Muitos querem, mas poucos podem. Essa é a realidade atual!

 

O Aeroboero.

O Aeroboero.

Ainda sobre o tema acima, a ANAC criou há cerca de dois anos um programa de bolsa de estudos voltado pra a formação de pilotos, mas graças a incomPTencia do nosso governo, não foi pra frente. E, como não podia deixar de ser, muitos bolsistas ficaram na mão, pois a ANAC deixou de subsidiar as horas de vôo. Infelizmente, enquanto um extremo da aviação está em plena prosperidade, o outro está entrando em decadência.

 

Ah, e tem a situação dos aeroclubes no Brasil ainda: Estão de mal a pior. Mas isso é assunto para o próximo post.

 

Um abraço,

João Vitor Balduino

A chegada do ATR 72-600 da Azul

25 25UTC outubro 25UTC 2011 às 18:21 | Publicado em Uncategorized | 3 Comentários
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011. Aeroporto Internacional de Confins. Belo Horizonte. Minas Gerais. Brasil. ATR. Tudo novo, tudo Azul.

Por Araújo.

No dia 18 de Outubro de 2011, decolava de Toulouse, França, o primeiro ATR 72-600 que operará Américas. De matrícula PR-ATR, seguiu viagem até o Aeroporto de Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Com um pernoite programado, passou-se o primeiro dia do traslado do mais novo avião da Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

Imagem aérea de Toulouse

Ilhas Canárias

Dia 19 de Outubro de 2011. O símbolo de uma nova era dos Turbo-hélices decola do Aeroporto de Lanzarote com destino a Recife, com escala programada no Aeroporto Internacional Praia, em Cabo Verde. Após parada na Ilha de Santiago, o ATR 72-600 da Azul chega a Recife e, já em solo brasileiro, inicia seu repouso.

Cidade de Recife

Manhã do dia 20 de Outubro de 2011. Decolava com destino a Confins, Belo Horizonte, aquele que será usado pela Azul no transporte regional de passageiros, partindo de Campinas, sendo a referida companhia a pioneira na operação desses modernos turboélices.

Vista Aérea do Aeroporto Internacional de Confins

Meio dia e meia do dia 20 de Outubro de 2011. Dois entusiastas e apaixonados pela Azul almoçam no Aeroporto Internacional de Confins. Sendo chamados às pressas por William Lara, da Assessoria de Imprensa da Azul, ambos vão correndo para a sala da INFRAERO obter as credenciais necessárias para o acesso ao pátio. Tudo foi feito muito rapidamente e, após cinco minutos, estavam todos dentro de uma van, sendo conduzidos pelas entranhas do aeroporto até o pátio de aviação geral.

Mesmo sem nada dizer, estavam ansiosos e felizes com o que aconteceria em breve. Desceram eles do transporte e, logo puseram-se a ligar as câmeras, a abrir os blocos de notas e, a observar atentamente as aeronaves em aproximação.

Meio dia e cinquenta minutos do dia 20 de Outubro de 2011. Eis que um som diferente surge no horizonte. Todos correm, apontam suas câmeras, ajustam o foco, conferem se as canetas realmente escrevem… ainda sem nada ver, mas com tudo a se ouvir, ansiosos, os segundos parecem passar mais devagar.

Como uma surpresa agradável que é dada a uma criança no dia de seu aniversário, surge a poucos metros do chão o primeiro ATR 72-600 da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, às doze horas e cinquenta e um minutos. Com um forte vento de través causado pelo sistema de alta pressão a Norte de Confins e por decorrência da aproximação frontal que era esperada nas próximas horas, as asas do ATR pareceram dançar ao vento. Com muita destreza, o toque suave. Com habilidade, o acionamento dos reversores. Com firmeza, a desaceleração. Com alegria, a comemoração: havia chegado, havia chegado, caro leitor, o primeiro turboélice da série 600 da ATR a operar nas américas.

Livrando a pista em uso pela Taxiway Foxtrot, cortou-se o motor de número um. Ele ainda seguiria em frente via Alfa e Charlie, até o pátio dois, de aviação geral.

Passando à nossa frente, vagarosamente, o ATR seguiu até a posição instruída e, acionando os freios de estacionamento, cortou o motor de número dois.

De acordo com a fabricante, em sua página na internet, o ATR -600 traz capacidade operacional nova para a família ATR através de excelente desempenho na decolagem em pistas curtas, carga máxima aumentada, redução dos custos de manutenção, cabine redesenhada e mais recente tecnologia de aviônicos. A Série ATR -600 goza das últimas inovações em um cockpit simplificado com funções integradas e avançadas de displays de LCD, reforço da segurança, manuseio melhorado para pilotos, dentre outros recursos.

Com capacidade para 68 passageiros, o novo avião da Azul tem seu interior desenhado levando em consideração o conceito de Elegância, produzido pela ATR. Novos tipos de assentos, novo desenho interno e, contando com uma exclusiva iluminação de LED para a criação de novos ambientes, o turboélice combina conforto com sofisticação em uma proporção nunca antes vista.


Uma vez parado, o desembarque dos pioneiros em trazer o ATR -600 ao Brasil começou. Dois Comandantes da ATR e, quatro pilotos da primeira turma de tripulantes do ATR 72-600 da Azul desceram acompanhados de alguns diretores e fiscais da receita federal. Todos juntos, alegres, felizes e contentes com o sucesso da operação de traslado, comemoraram posando para uma foto coletiva.

No detalhe, um Comandante da ATR e outro da Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

Visão de um passageiro assentado logo ao lado do motor de número dois.

Foram vinte minutos de abraços, apertos de mão, sorrisos, desembarque de malas, mochilas e itens gerais e pessoais. Já sentíamos que dentro de instantes seria iniciado nosso retorno ao saguão do aeroporto de Confins. Era visível no rosto de todos um sorriso que representava a alegria de estar perto de tal avião. Todos queriam tirar uma foto perto dele.

Víamos ao longe um ônibus da INFRAERO. A cada segundo, ele ficava mais perto nós e, sentíamos que já estávamos longe do ATR. Todos embarcados, iniciamos nosso retorno até o saguão do aeroporto. Ao longe, um avião que representa não somente alguns milhões de dólares. O ATR 72-600 da Azul marca um fato histórico. A primeira companhia aérea de transporte aéreo regular das Américas a voar o ATR 72-600 é brasileira, é da cor do céu, é Azul.

A todos os que estavam presentes na quinta-feira, fica um sentimento de satisfação em fazer parte da história. Fica a alegria de poder acompanhar a chegada de um avião que marcará a empresa aérea mais inovadora em operação na América, que é sinônimo de qualidade e respeito ao cliente e tripulante. Estar em Confins, recebendo o ATR 72-600 da Azul não foi somente mais um evento que o PlusAviation cobriu. Estar lá foi uma honra que foi proporcionada por apaixonados por aviação que, sensivelmente, nos deram essa oportunidade. Quero aqui deixar meu agradecimento ao Panda, ao William Lara, à Carolina Constantino, à Flávia Mesquita e a todos os que nos apoiaram neste dia.

Muito mais que realizar a compra de um novo avião, a Azul demonstra real interesse em satisfazer o cliente, conquistando cada vez mais espaço no mercado. Hoje, sendo a terceira maior companhia aérea em operação no Brasil, com menos de três anos de operações, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras faz história novamente com a compra do ATR 72-600. Aos clientes que serão transportados, fica a certeza da satisfação pela escolha da Azul, afinal de contas, só a Azul é você lá em cima!

Fotos Bônus:

Bastidores – ATR72-600 da Azul.

24 24UTC outubro 24UTC 2011 às 19:25 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Caros Leitores,

Conforme anunciamos na prévia desta reportagem, o PlusAviation esteve em Belo Horizonte na quinta feira 20/10/2011, realizando uma exclusiva cobertura de imprensa na chegada do primeiro ATR72-600 da companhia. Embarque conosco até a capital mineira e fique por dentro dos bastidores desta “work trip” realizada pela gente.

Por João Vítor Balduino

Há cerca de duas semanas, recebi o convite para estar em BH na última quinta feira, participando do evento. Através de Gianfranco Beting, diretor de Marca e Produto da Azul, coordenamos a ida até Minas e, em uma grande surpresa, recebi em meu e-mail passagens de ida e volta para Confins, voando Azul, emitidas por ele. Agora sim, a ida da equipe PlusAviation estava confirmada. Saindo de Ribeirão Preto a bordo de um ATR72-200 da companhia, PR-AZW, voei até Viracopos, onde me encontrei com o editor e amigão Araújo. Embarcamos juntos em um E195 da companhia, prefixo PR-AYQ, e após um maravilhoso e curto vôo, estávamos na capital mineira.

Foto por João Vitor Balduino

Foto por João Vitor Balduino

Foto por João Vitor Balduino

Foto por João Vitor Balduino

O tempo na cidade era ótimo, garantindo que a chegada do belo ATR fosse brindada com um sol forte e uma temperatura agradável. Fomos recepcionados, assim que chegamos, pelo sensacional supervisor da Base CNF da Azul, Renato. Fomos por ele assessorados durante todo o dia de cobertura. Para que nós tivéssemos acesso ao pátio onde o ATR ficaria, era necessário ir até uma sala especial da Infraero, onde as credenciais de pátio seriam feitas. Foi um processo bastante rápido, sendo apenas necessário apresentar o RG e tirar uma foto, além de entregar uma carta da companhia aérea autorizando a emissão da credencial. Sem complicações.

O horário previsto para a chegada do ATR era 12h40 local, ou seja, precisávamos almoçar antes do belo avião chegar. O tempo foi curto, mas deu tudo certo. Para uma boa cobertura, é necessário energia e disposição, afinal, eu ficaria encarregado de fotografar a chegada e, Araújo, de anotar dados e informações relevantes sobre a entrega do avião.

Após o curto almoço, voltamos para a loja da Azul, onde encontramos um dos editores da revista da Azul Linhas Aéreas, o William Lara, também responsável pela parte de comunicação e Assessoria de Imprensa da companhia. O mesmo nos acompanhou até o pátio, onde embarcamos em uma van disponibilizada pela Infraero até o pátio de aviação geral. Junto com a equipe do PlusAviation, foram conosco a equipe do site CNF Ao Vivo, parceiro deste portal. As fotos deles ficaram por conta de Lucas Coacci e Marcos Junglas.

Foto por João Vitor Balduino

Foto por João Vitor Balduino

No pátio, a expectativa dos funcionários da AzulTEC que receberiam o novo avião era muito grande. A ansiedade de todos que lá estavam (E inclusive eu!) era enorme, afinal, era nada menos que o primeiro avião do tipo (72-600) das américas chegando. No rádio de escuta de Lucas Coacci, ouvimos o ATR chamar a torre, na final. Nesse momento, todos ficaram atentos à pista, ao nosso lado, na expectativa de ver o pouso do turbo-hélice. Em questão de segundos, ele apareceu em um belíssimo pouso, marcando assim o início da era 72-600 no Brasil.

Foto por João Vitor Balduino

Foto por João Vitor Balduino

E o que aconteceu depois? Aí é com o Araújo, responsável por contar a vocês sobre o avião, a cerimônia e muitos outros detalhes.

Após o evento, foi hora de comemorar, comendo um legitimo doce de leite mineiro com Araújo e Renato, fechando assim mais um dia de trabalho!

Após o expediente, embarcamos no PR-AYB, outro E-195, de volta para Campinas em um agradabilíssimo vôo nas asas da Azul, encerrando assim nossa jornada.

Quero deixar público meus agradecimentos, antes de encerrar essa primeira parte:

Ao Gianfranco Beting, pela gentileza em ceder as passagens de ida e volta para BH e por acreditar no nosso trabalho;

Ao Araújo, que me ajudou muito para que a ida até BH fosse concretizada, e que é meu amigo de fé há muito, muito tempo!

Ao Renato Bonetto, supervisor da base CNF da Azul, pela assessoria prestada para nós dois durante todo o dia;

Ao William Lara, do setor de Comunicação e Assessoria de Imprensa da Azul, que nos prestou todo o suporte de imprensa;

Ao pessoal do CNF Ao Vivo, que tivemos o prazer de conhecer e bater um agradável papo;

A Azul Linhas Aéreas, pela oportunidade única!

Espero que tenham gostado! Na próxima parte, o avião e as novidades, por Araújo.

Um abraço,

João Vitor Balduino.

23 de Outubro

23 23UTC outubro 23UTC 2011 às 15:52 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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O dia do aviador. Talvez a data mais esperada do ano para mim. Sim, o dia 23 de Outubro supera meu aniversário, Natal, Páscoa, férias! O dia do aviador é a data mais especial de todas as possíveis! Há aqueles que me chamam de louco. Há outros que me consideram anormal. Eu? Eu sou só um apaixonado pela aviação, um ser que não nasceu para viver em solo, mas, que possui um par de asas mecânicas capazes de produzir sustentação necessária para a ação mais inspiradora: voar.

Por Araújo.

Há exatos 105 anos, o patrono da aviação, Alberto Santos Dumont, se aventurava pelos céus, pela primeira vez com pleno sucesso, a bordo de um aeroplano. Há exatos 105 anos, o ser humano conheceu a melhor sensação que poderia existir: a de tirar os pés do chão pela ação de forças aerodinâmicas capazes de produzir uma componente ainda não experimentada por seres ditos humanos, a sustentação.

Desde então, o homem não mais parou. Através de estudos aplicados e novas invenções, a aviação evoluiu muito, chegando ao que temos hoje em dia, com o transporte de grandes massas de pessoas e cargas, simultaneamente. Ao olhar para o céu noturno, é quase impossível não se ver misteriosas luzes verdes, vermelhas e brancas que se movimentam em uma valsa com as estrelas. Durante o dia, é impossível dizer que não vemos o reflexo dos raios solares em máquinas que parecem se mover bem rapidamente, às vezes deixando um rastro de algodão, às vezes passando despercebidas aos nossos olhos, mas, sempre sendo escutadas por nossos ouvidos.

Tanto de dia, quanto de noite, é impossível de se ver o par de pessoas que estão à frente de tais máquinas. Não é possível observarmos, daqui de baixo, movimentações, coordenações e ações daqueles que conduzem as máquinas evoluídas de Santos Dumont.


Contudo, há aqueles que em solo fecham seus olhos, imaginando-se estar no lugar daqueles que voam rapidamente pelos céus. Há aqueles que soltam a imaginação olhando para cima, que dedicam cada segundo de sua vida por uma paixão um tanto quanto diferente. Em terra, fazem esforços inimagináveis, vencem barreiras, lutam contra dificuldades e as transpassam motivados apenas por um sonho.


Enquanto criança, o brinquedo predileto é o avião. Enquanto adulto, o brinquedo predileto continua sendo o avião. Com um amor um tanto quanto diferente, tratam as máquinas voadoras com carinho e atenção na mesma proporção que usariam com suas namoradas ou esposas. Ao voar pela primeira vez, instaura-se o melhor dia de suas vidas. Ao voar pela segunda vez, o melhor dia é restaurado. A emoção do voo solo é sentida a cada decolagem, que é comemorada por um sorriso visível a quilômetros de distância. Após um pouso bem sucedido, um novo sorriso é aberto.


A luta continua, e, com o passar dos anos, conseguem mais carteiras, mais certificados, mais horas de voo, mais experiência e, ao final de tudo isso, entram-se em uma nova modalidade de aviação: a regular. Uma vez nela, tudo começa novamente: novos sonhos, novos objetivos, novo plano de carreira, novas metas, novos desafios, novas vitórias.

Após anos de dedicação, assentam-se na poltrona da esquerda, com quatro faixas douradas ou prateadas em cada um dos ombros e, nas costas, uma responsabilidade ainda maior, comemorada com pronta alegria e dedicação.


Os dias passam, os cabelos, quando não embranquecem, caem. A pele não é mais tão lisa como era antigamente. Os olhos não enxergam tão longe como costumavam enxergar. As mãos, com o passar dos anos, ficam mais experientes, mas, assim como um avião muito estável é também pouco manobrável, aquelas que antes seguravam o manche com firmeza não mais o fazem.

Mas, não se engane, caro leitor. Tudo pode mudar, tudo pode passar, mas, há algo que ninguém sabe de onde veio, e que, até agora, não foi a lugar algum. Algo que pulsa a cada batimento cardíaco, que faz questão de acelerar ao ouvir “Rotate”. Algo inexplicável, encarado por alguns como loucura ou insensatez. A paixão por voar e servir acompanha o aviador desde o seu nascimento e, estará com ele até sua morte, e, se ser louco é característica de um aviador, já passaram da hora de me internar.


Neste 23 de Outubro, o Portal Plusaviation homenageia a todos os aviadores que, assim como nós, têm a aviação em seu coração! Desejamos a todos céus CAVOK, ventos de cauda, maiores autonomias e teto de serviço mais alto, maiores velocidades, mais passageiros transportados, mais horas de voo, mais emoções, mais alegrias, mais aviação! Parabéns, aviador! O mundo gira em suas asas!

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