Do ventilador para o aquecedor: De Ribeirão para Curitiba e volta, com conexões.

3 03UTC novembro 03UTC 2011 às 19:40 | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Bem amigos do PlusAviation!

Depois de termos viajado para Congonhas em um bate volta relâmpago no carnaval, de termos ido até Vitória passando por Ribeirão Preto, Congonhas, Santos Dumont e Congonhas novamente, vamos agora para o sul do Brasil, mais precisamente para a cidade de Curitiba. Seja bem vindo a bordo!

Por João Vítor Balduino

Julho é mês de férias para universitários, professores e estudantes em geral. É uma época do ano onde todos costumam viajar para os mais diferentes locais. Praia, campo, montanha, sul do Brasil, etc. E é nesta época que as companhias lançam alguns dos seus “Especiais de Férias”. Como todas as vezes em que planejo uma viagem, entro todo santo dia no site das minhas companhias aéreas prediletas para viajar: TAM e Azul. Fuço os dias, combino itinerários, vejo os melhores preços. Comecei a me programar no início de Junho. Os preços, na TAM e na Azul, não estavam nem um pouco bons. Para ir, de TAM, R$900. Para voltar de Azul, R$ 650. O preço não ficava muito diferente se eu comprasse ida e volta pela vermelha ou ida e volta pela Azul.

Confesso que já estava entrando nos meus planos a idéia: “Quer saber? Vou ficar em Ribeirão mesmo, de boa, tranquilinho”. Liguei para meu tio que reside em Curitiba e falei que a viagem estava cancelada. Eu, por causa disso, fiquei bastante zangado, mas já estava me acostumando com a idéia. Não durou uma semana. Era uma quinta feira, e meu Nextel começa a apitar. Meu pai fala: “Filho, pega o cartão da mãe aí e entra no site da Azul pra comprar sua volta. Ta por 129 com conexão em Viracopos. Mas corre que pode acabar”. Bastou ele dizer e entrei no site da Azul. Selecionei os vôos e efetuei a reserva em 10 minutos. Agora sim: Meus dias na capital paranaense estavam confirmados. Liguei pro meu tio novamente, remarquei a viagem, mas disse só o dia que eu iria voltar. E a ida? Ora, vamos providenciar! Fiquei de retornar a ligação assim que conseguisse alguma coisa interessante.

Webjet? To fora! Passaredo? Na data os vôos para CWB estavam suspensos. Azul? Já comprei a volta. Gol? Não opera RAO. Quem restou? A TAM. Entrei no site da vermelha. Fuça, fuça e NADA. Nenhum preço bom. Mas eu sou meio tolo. Deve ser pelo calor da viagem, pela ansiedade de fazer tudo certinho. Lembrei que tinha alguns pontos do meu Fidelidade que sobraram da viagem pra VIX. Fiz o login e vi o extrato: 8.000 pontos. Pensei: Será que dá? Não custa tentar. Procurei RAO – CWB. Várias opções por 10.000, 15.000… E no meio uma perdida: 8.000 pontos. “Ah, muleque”, diria um amigo meu. Digitei minha senha de resgate, meu santo Visa que não me deixa na mão e agora eu era passageiro de duas empresas: TAM e Azul. Meu itinerário ficou assim:

04/07 – RAO/CGH – JJ4720
04/07 – CGH/CWB – JJ3003
08/07 – CWB/VCP – AD4082
08/07 – VCP/RAO – AD4305

Após o mês de Junho passar feito um canhão, logo na primeira semana de férias eu já estava mais do que pronto para descansar. No dia 03, dormi cedinho pois no dia seguinte, na primeira hora, teríamos que fazer uma coisa chata, que eu não gosto muito…HAHAHA. Eu iria voar! Meu despertador tocou era exatamente 04h00 da madrugada. Tomei um banho rápido, um café da manhã bem reforçado e, quando eram 10 para as 5, já estava “on the Road”, na proa do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto. Naquela manhã quente apesar de estarmos entrando no inverno, tínhamos tudo para um agradável vôo até Congonhas, cumprindo nossa primeira etapa até a capital Paranaense.

Cheguei no aeroporto faltando cerca de uma hora para nossa decolagem. Fui direto ao balcão da Pantanal (Nosso vôo era TAM/Pantanal) onde fiz meu check-in em menos de 5 minutos. Não tinha muita fila, recebi meu cartão de embarque para os dois vôos e minha bagagem foi despachada até Curitiba, como sempre acontece e é padrão em vôos de conexão como este. Ainda estava escuro, e aguardei mais um pouco para ir até a sala de embarque. Observei alguns tráfegos sendo preparados para decolar e estes minutos passaram voando, assim como nosso Airbus faria em poucos minutos. No sistema de som, a Pantanal em parceria com a TAM convidava para embarque imediato no vôo 4720 passageiros Fidelidade Vermelho, Star Alliance GOLD, Tarifa TOP, Cartão de Crédito TAM Platinum, idosos, gestantes, menores desacompanhados e portadores de necessidades especiais. Como eu não me encaixava em nenhuma destas categorias, aguardei até a segunda chamada, que ocorreu rapidamente. Como sempre, fui o primeiro da fila da segunda chamada para embarque. Cartão destacado, bastava uma curta caminhada para entrarmos no A319 que nos aguardava.

Quem nos levaria para Congonhas? O bom e velho Zé! Zé? Quem é? O PT-MZE! Recebido pela TAM em 1999, voa com ela até hoje com maestria. E voa bonito! Recebidos pela comissária chefe e outra comissária que estava em seu terceiro vôo na companhia, ainda em instrução, acomodei minha mochila do Notebook em baixo da poltrona da frente e aguardei o término do embarque. Minha poltrona neste vôo seria a 3F, logo na frente da turbina direita. Adoro estas poltronas no Airbus, o som dos IAE na decolagem são simplesmente maravilhosos de se ouvir.

Nossa vista a partir da 3F, ainda em RAO. (Peço perdão pelo reflexo da blusa, ainda estava escuro)

O dia começava a clarear quando nossas portas foram fechadas e, em nome da tripulação do comandante Flávio e sua tripulação, nos foram dadas as boas vindas a bordo do Airbus A319 da TAM. (Nota: Em vôo, todos os speechs são feitos em nome da TAM. O nome PANTANAL não é citado em nenhum momento pela tripulação). O vídeo de segurança foi exibido, e prosseguimos com nosso taxi até o ponto de espera da pista 18. Como num ritual, nossa saída seria a ALVA, após ALVA voaríamos DCT GRADE, onde iniciaríamos nosso procedimento de descida para o aeroporto de Congonhas.

Na nossa retaguarda, um ERJ-145 da Passaredo que prosseguia para Belo Horizonte. Taxi lento, sem pressa.

Autorizados pela Torre Ribeirão, alinhamos e decolamos sem parada da pista 18. O som dos IAE é lindo, como vocês podem conferir no vídeo abaixo, da nossa decolagem.

Subindo suave, logo furamos a camada e um lindo nascer do sol nos aguardava, brindando ainda mais nossa segunda feira, apesar do horário ingrato para voar. Um dia, assim espero e com a graça de Deus, terei muitos nascer e pôr-do-sol para ver lá de cima. Seja decolando de Manaus ou pousando em Porto Alegre, é sempre lindo ver como nosso mundo, apesar dos problemas, continua encantador em certas circunstancias.

Após a filosofia de boteco, o serviço de bordo foi iniciado, mas eu prontamente recusei. Neste vôo foi aquele Kit Bauducco + bebidas (Não tinha café). O de sempre.

Restou-me, e eu fiz sem protestar, olhar pela pequena janela do Airbus o nascer de um novo dia. A essa altura do campeonato, já estávamos iniciando nossa descida para Congonhas. Sim, é um vôo bastante rápido, que dura 35 minutos.

A densa camada, logo abaixo das asas do Zé:

Ao contrário de Ribeirão, que tinha um início de dia quente (Mas com nuvens), a capital paulista amanhecia cinzenta naquela manhã. No speech do nosso comandante, as informações mais recentes nos davam Chuva leve, temperatura de 10ºC e um teto de cerca de 400ft. No final das contas, estava tranquilissimo, e prosseguimos na nossa chegada. Autorizados DCT EVER, logo ingressamos na final da 17R de Congonhas. Abaixo, a cidade amanhecia ainda, as pessoas iam para o trabalho. O trânsito em Sampa, visto de cima, é bonito. Agora, lá de baixo…

Já pousei com chuva várias vezes, e não me assustava pousar em Congonhas nestas condições, sabendo das totais condições que nosso Airbus tem de parar com segurança em Congonhas. A senhora que estava do meu lado tirou um rosário do bolso e começou a rezar. Respeito o medo, pois aqui em casa, minha mãe tem o mesmo tipo de problema e é super desagradável voar para ela, ainda mais com chuva.

O pouso em Congonhas foi um dos melhores que já estive presente dentro de um avião. Como vocês podem ver no vídeo abaixo, um flare suave e um toque lindo encerravam nosso vôo procedente de Ribeirão. Eu nunca vi um avião vir tão suave assim no pouso. Mandou bem, capitão!

Taxiamos até uma posição remota, onde fomos apanhados por um ônibus da InfraZero, que saiu abarrotado de gente. Fomos levados até a sala de desembarque, onde desembarquei normalmente e prossegui para o saguão principal de CGH, que estava completamente lotado naquela manhã. O que eu fui fazer? Fui tomar um café! O vício diário da rotina do meu dia-a-dia (Jeeesuuuissss)

Com cerca de 1h de solo restante, segui para a sala de embarque. O embarque do vôo 3003 seria pelo portão 16, piso inferior. Antes de sentar, fui até a Laselva compar um exemplar da Veja, que tinha uma matéria interessante (E não recordo qual era…). Sem mais detalhes, fomos convidados para embarque imediato no portão de 16 para o vôo 3003, com destino a Curitiba e conexões. Entramos em um ônibus da Infraero e fomos levados até nosso avião, que estava na remota, logo ao lado do último finger, onde estava um 737-800 da GOL.

Quem seria o personagem principal do nosso vôo até Curitiba? O novíssimo PR-MYH! Recebido pela TAM zero bala pela TAM em Outubro de 2010, ou seja, com 9 meses de uso. Um bebezinho! Embarcamos com um vento gelado e uma chuva que aumentava ainda mais na capital paulista. Procurei meu assento, o 16-A, do lado esquerdo do Airbus. Acomodei minha mochila na poltrona do lado da minha, amarrada com o cinto de segurança (Agora minha mochila seria um passageiro do JJ3003, hahaha). Aguardei o término do embarque e (tentei) fazer algumas fotos legais.

Passageiros embarcando para Curitiba:

O cidadão que escreve estas mal traçadas, como dizia Noel Rosa…

Detalhe da poltrona Recaro do nosso A320. Eu, particularmente, acho estas RECARO muito mais confortáveis que os outros modelos de poltrona.

Nosso comandante, Bezerra, entrou no PA para nos passar algumas informações relativas ao nosso vôo. Foi algo assim, puxando na memória auditiva:

“Senhoras e Senhores, bom dia, bem vindos a bordo de nosso Airbus A320. Hoje realizaremos o vôo 3003, com destino a capital Paranaense, Curitiba. Nosso tempo de vôo está estimado em 40 minutos, Curitiba céu claro e temperatura de 1ºC. Por sua atenção obrigado, e retornaremos em breve com novas informações”.

Sim, caro leitor, que teve paciência de chegar até aqui. Você não leu errado: A temperatura em Curitiba, as 9h da manhã, era de 1ºC. Eu, que sou curitibano da gema e morei lá por vários anos (de 2002 a 2008) nunca passei por um frio tão intenso como o previsto. O jeito era preparar minha jaqueta pois o trem ia gelar!

Iniciamos nosso pushback pontualmente no horário. Taxiamos ao ponto de espera da 17R, onde aguardamos por uns 10 minutos devido ao tráfego local.

A movimentada São Paulo passava sobre nossa janela.

“Tripulação, decolagem autorizada”. Alinhamos e decolamos da 17R, com 5 minutinhos de atraso em relação ao horário original. Desprezível, off course. Curta nossa decolagem:

Subindo, subindo, já na proa de Curitiba, foi iniciado o serviço de bordo. Neste vôo foi servido o Café da Manhã TAM, “A refeição mais importante do dia, em parceria com a Danone, para um dia mais alegre e saudável”. O conteúdo? Mini salada de frutas, mini sanduíche, e um Actimel que ajuda você a soltar tudo o que ta preso no intestino. Tudo isso dentro de uma MEGA caixa, que te dá uma baita ilusão e esperança de “Hoje tem bastante coisa”. Para beber, pedi um cafezinho. Mais café!

Após devorar essa mega refeição, continuei curtindo a visão lá de fora. A janela no MYH surpreendeu pela limpeza, permitindo que as fotos ficassem muito mais bonitas que as feitas dentro do MZE. Um vôo tranqüilo, sem turbulência, perfeito para encerrar a jornada e iniciar o descanso das férias.

Como trata-se de um vôo rápido, a gente já tinha iniciado nossa descida para Curitiba. Captain Bezerra voltou para informar que a temperatura em Curitiba tinha subido, pra 2ºC. Grande diferença…

Rapidinho Curitiba aparecia para a gente, iluminada pelo céu que brilhava forte naquela manhã. É sempre bom voltar para nossa cidade natal, estar com quem a gente gosta, reviver bons temos, rever amigos… A aviação é fantástica! Eu, que estava em Ribeirão até 2h30 atrás, agora já estava em Curitiba, distante 700km uma da outra. Se fosse vôo direto, esse tempo seria encurtado para 50 minutos. Apenas esses minutos nos separam de bons momentos que ainda virão. E comigo, neste dia, não foi diferente. Bastaram poucas horas para que isso acontecesse.

Já ingressando na final da RWY 15 do Afonsão Pena Airport. O mais lindo, tesão, bonito e gostosão!

Final mão firme e toque mais firme ainda, como vocês podem conferir no vídeo abaixo:

Senhoras e Senhores, meninas e meninos, moças e rapazes… Sejam bem vindos a Curitiba!

Após o pouso, taxiamos rumo ao terminal de passageiros, com pouco movimento naquela manhã. Apenas nosso trafego, um 737-800 da GOL, um 737-300 da Webjet e um E195 da Azul.

 

Uma pequena demora até as portas serem abertas e o desembarque autorizado, ficamos com os motores ligados por um tempo no gate. Após isso, passada na cabine para dar um olá aos nossos pilotos. Desembarquei rapidinho e segui para as esteiras, onde aguardamos por MEIA HORA nossa bagagem. Felizmente ela chegou inteira, uma das primeiras que apareceram na esteira. Fui ao encontro do meu tio, que me aguardava do lado de fora do aeroporto. Aquele frio de 2ºC dava a sensação de -5ºC, segundo a rádio CBN Curitiba informava naquele dia.

Após os “trâmites” pós chegada em Curitiba, já era hora do almoço. Vou deixar aqui uma dica de restaurante no Boa Vista / Bacacheri, que é muito gostoso e eu sou freqüentador assíduo desde quando eu morava em Curitiba. É o Bocaccio. Fica na Avenida Paraná, perto da Athenas matérias de construção. As quartas feiras o cardápio é feijoada, uma das melhores que já provei. Preço justo e comida gostosa! Buffet livre, por pessoa. Quem for pra Curitiba e quiser almoçar bem e barato, mas com qualidade, considere o Bocaccio como uma das suas opções.

Como eu acordei 5 da manhã, depois do almoço eu tava mortinho, mortinho. Caí no sofá da casa dos meus tios e apaguei por umas 4 horas, enrolado em 3 cobertores pra dar conta do frio. É andar térreo e entra o tal do vento canalizado, ou seja, a sensação de frio é ainda maior.

De noite, no embalo da night Curitibana, convidei meus tios e a prima para jantarem. Todos recusaram o convite pois estava tarde, mas eu não desisti da idéia. E deixo aqui outra baita dica de onde comer bem em Curitiba. Chamei um taxi e falei pro motorista: Me leva pro Madero do Cabral. O Madero é um restaurante relativamente novo em Curitiba, mas que já conquistou vários prêmios nacionais e internacionais pela excelência na comida que eles servem. Um ambiente gostoso, aconchegante e um atendimento de primeira. Valeu a pena! O preço não é tão em conta (Entrada + Prato Principal + 2 Coca-Cola por R$ 70), mas com toda a certeza vale a pena cada centavo gasto.

A casa tem vários endereços em Curitiba, e você pode conferir cada um acessando: www.restaurantemadero.com.br

Como não poderia deixar de ser… Cobandante Habilton, me dê IBAGENS!

Bom pessoal, com estas fotos maravilhosas que me abriram o apetite mesmo após almoçar, encerro esta primeira parte da viagem de férias.

Na próxima parte, vamos sair de Curitiba para Campinas a bordo de um jato E-195 da Azul, e de lá em conexão para Ribeirão Preto a bordo do ATR-72 da empresa paulista. Você não vai deixar de ler, vai?

Obrigado pela paciência em ter lido toda esta primeira parte, e aguardo vocês para a segunda, que está no forno.

Para quem não leu até aqui, deixo meu obrigado também.

Um abraço,
João Vítor Balduino.

 

 

 

 

 

1 Comentário »

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  1. Assentos que não são em pele. E cadê os LCDs? A TAM devia copiar o interior dos A319/320/321 da TAP.


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