Limites do cidadão: Até onde vão?

Caros leitores,

O clube brasileiro Sport Club Corinthians Paulista foi, recentemente, campeão da taça Libertadores da América. Por esse motivo, vai disputar nos próximos dias a taça FIFA de clubes, onde o vencedor se consagra campeão mundial. Há quem insista que o clube paulista já tenha sido, uma única vez, campeão mundial. Porém, para este post em especial, vou desconsiderar o jogo contra o Vasco em 2000. Comentaristas esportivos falam de futebol de maneira mais clara, objetiva e profissional do que eu, mero mortal.

Pois bem. Na madrugada desta terça feira, os jogadores do Corinthians que foram inscritos pelo técnico Tite, bem como a delegação corintiana, embarcaram para Dubai no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Como medidas contingentes, a administradora do aeroporto (GRUAirport), bem como a Polícia Militar do Estado de São Paulo, uniram forças e tomaram medidas para que os transtornos aos passageiros e usuários do sistema fossem minimizados, ainda sim, sem estragar a “festa” corintiana. O batalhão de choque da PM-SP, a famosa ROTA, também estava presente afim de complementar o trabalho realizado pela própria PM e pela administradora.

Policiais militares tentam conter a fúria dos torcedores do Corinthias durante a chegada da delegação do clube no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: UOL ESPORTE)

Policiais militares tentam conter a fúria dos torcedores do Corinthias durante a chegada da delegação do clube no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: UOL ESPORTE)

Nada disso foi suficiente.

Ao leitor mais informado, a festa corintiana, infelizmente, não é o que podemos chamar de festa. Não possuo em mãos o número exato de torcedores e integrantes da “Fiel” que estiveram presentes no aeroporto, porém estima-se que passou de 10.000 pessoas. Claro, vale ressaltar que este número deve ser acrescentado ao número de passageiros e funcionários que estavam nas dependências do aeroporto. Não precisa ser gênio pra saber que Guarulhos ficou abarrotado de gente e, como tudo em excesso faz mal, não foi nem um pouco diferente dessa vez. A “festa” corintiana gerou prejuízos. Gerou transtornos. Gerou destruição e deixou marcas de má educação por todo lugar.

Torcedores do Corinthians em grande tumulto no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: VEJA/Abril)

Torcedores do Corinthians em grande tumulto no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: VEJA/Abril)

Mas, afinal, quais são os limites de uma comemoração? Todo torcedor sabe que a ida de seu time do coração para uma disputa importante, como o mundial de clubes, é motivo de orgulho, comemoração e uma verdadeira devoção ao time. Existem os torcedores fanáticos, que se sacrificam para o time e os torcedores moderados, que amam o clube e não fazem escândalo. O que aconteceu no Aeroporto de Guarulhos, porém, é para a torcida inteira do Corinthians ficar envergonhada. É motivo, sim, para ficarmos revoltados. Comemorações, realmente, precisam de alvoroço? Para ser feliz é preciso depredar o patrimônio público? Para ser feliz é necessário agredir inocentes, desacatar policiais e escandalizar? Não.

O prejuízo será grande. A administradora GRUAirport, que assumiu as operações do aeroporto após o pacote de concessões do governo, está investindo um bom montante de dinheiro em Guarulhos. As placas de sinalização foram trocadas, banheiros reformados, partes inoperantes foram prontamente arrumadas. Como se não bastasse, vários destes itens foram quebrados. Escadas rolantes foram inutilizadas. Foram ENTORTADAS. Placas novinhas, com menos de uma semana, foram rasgadas como folha de papel. Banheiros novinhos e modernos foram quebrados. Carrinhos de bagagem foram arremessados como um papel de bala no estacionamento e nas vias de acesso do aeroporto, deixando os passageiros na mão. Taxistas largaram seus postos de trabalho para fugir da VIOLÊNCIA da torcida.

Torcedor do Corinthians é detido após desacato e vandalismo no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: UOL ESPORTE)

Torcedor do Corinthians é detido após desacato e vandalismo no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: UOL ESPORTE)

Isso é realmente torcer? Não, não é. Torcer é ir ao estádio. Chorar. Gritar. É defender seu time com fervor. É pular na arquibancada e vibrar com cada gol. É abraçar quem você nunca viu na vida, mas que se une com você em felicidade por torcerem pelo mesmo time e estarem ali vendo aquele que vocês amam.

Que fique bem claro: Eu não condeno a torcida do Corinthians. Pelo contrário: Sou palmeirense (Rebaixado, pois é) mas tenho parentes e amigos corintianos que são pessoas fantásticas. Condeno em palavras os vândalos que, invariavelmente, torcem para o Corinthians. Passou da hora de aprenderem os limites de uma comemoração, aprenderem a ser saudáveis, corretos, educados. Do que adianta soltar rojões dentro do aeroporto e passar os próximos dias na cadeia? O que de bom eles levam de tudo isso? Se alguém aí souber a resposta, me avise, eu definitivamente não sei.

Que o episódio LAMENTÁVEL do Corinthians sirva de exemplo para as demais torcidas. E que coisas do tipo não se repitam. Merecemos respeito, de uma vez por todas.

João Vítor Balduino

Um mito, uma sabedoria, uma perda.

“Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”. (Joelmir Beting)

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É… Difícil começar uma matéria desta. E digo que essa semana foi uma bomba, em todos os sentidos. Costumo dizer que relembrar boas pessoas, na sua essência, com todas suas características marcantes e positivas faz bem, dá um “up”… Enfim.

Perdemos essa semana uma pessoa extraordinária. Joelmir Beting partiu na quinta feira, aos 55 minutos da primeira hora do dia. Ficava, ali, uma das pessoas mais sábias, mais inteligentes e mais íntegras que pude conhecer. Infelizmente, não tive a chance de conhecer o Joelmir de perto, o tempo não foi meu amigo quanto a isso. Tive, e tenho, a oportunidade de conhecer seus filhos. Gianfranco e Mauro. Pessoas, tal como o pai, sensacionais. Pessoas que, sempre que precisei, foram excepcionais. Adjetivos são poucos para dizer o quanto são especiais para mim. Em TODOS os sentidos.

Joelmir conseguiu popularizar o “economês”. Entendíamos, veja só, a difícil e economia. E ensinava como ninguém. Podíamos ver, mesmo atrás da telinha, que o que ele fazia era por paixão. Fazia com gosto, com vontade. Bom humor nele não faltava, e seus bordões vão ficar para sempre na boca e na memória de todos nós.

Joelmir não pode ser esquecido. Suas palavras, suas mensagens, seu legado são, verdadeiramente, insubstituíveis. Há quem diga que não há ninguém insubstituível. Desminto! Ninguém se compara a ele.

Calou-se a voz da sabedoria política, econômica, pessoal… Palmeirense, assim como eu, não cansava de demonstrar seu amor pelo verdão. Há uma frase do Grêmio de Porto Alegre que descreve muito bem isso: “…Para os gremistas que lá do céu cantam comigo. Tu não os vê, tu não os toca, mas estão presentes…”. Com o perdão dos gremistas, troco por Palmeirenses.

Hoje, as 19h30, os jogadores do Palmeiras entrarão em campo com uma camisa especial: A frase marcante do Joelmir estará estampada na frente da camisa e, na parte de trás, todas terão o nome daquele que fará falta. Será verdadeiramente emocionante.

Em memória e em apoio aos familiares.

João Vítor Balduíno.

 

Doação de Medula Óssea: Luis Salvagnini (TAM Linhas Aéreas)

Caros leitores,

Recebi via Facebook ainda hoje o link abaixo. Infelizmente, é algo que não gostamos de noticiar pela razão da doença, mas me causa enorme bem estar saber que posso, de alguma maneira, estar ajudando e divulgando maneiras para salvar a vida de uma pessoa.

O Luis Salvagnini é um co-piloto da TAM que precisa da ajuda de todos nós no momento: Foi recentemente diagnosticado com Leucemia, está passando por tratamento e necessita urgente do transplante de medula óssea. 

No link abaixo há TODAS as informações necessárias, local de doação, instruções e informações importantes. Não custa ajudar, não é mesmo?

http://guaranisocialclube.com.br/?p=1930&utm_source=GuaraniSocialClube.com.br&utm_medium=facebook

Contamos com a ajuda de todos e ficamos na esperança de que o Luis volte a ganhar os céus a bordo de um jato vermelho e branco.

João Vítor Balduino

Dignidade, Ética e uma paulada na cara.

Caros Leitores,

Eu não sei de algumas coisas. Uma delas é se eu já esperava escrever esse post, mas não tão cedo e a outra é ter que escrever com dor no coração de uma maneira ou outra.

Por João Vítor Balduino

Acredito que todos, senão a maioria, recebeu a notícia do encerramento das operações da Webjet como uma paulada na cara. E não, não achei termo melhor. Então, antes de colocar aqui meus argumentos, deixo claro: As opiniões aqui colocadas são única e exclusivamente alusivas ao pensamento do autor. Pode ser que você concorde, pode ser que não… Enfim. Lá vamos nós.

Foto: Lucas Ricarte | 2012

Foto: Lucas Ricarte | 2012

A fusão entre companhias aéreas nunca muitas vezes não é vista com bons olhos, tanto pelos usuário do transporte, quanto pelos colaboradores das companhias envolvidas e analistas (Só os responsáveis, e não aqueles que o SBT chama para falar abobrinha na TV). Não precisa ser ingênuo para saber que grandes fusões vão gerar impactos econômicos e, por obséquio, demissões em massa. Inclusive, isso foi um tópico MUITO comentado quando a GOL oficializou a compra da Webjet. Claro, no esquema “Oito ou Oitenta”, a esperança nunca faltou. A possível luz no fim do túnel apareceu quando a GOL, e também a Webjet, anunciaram uma ambiciosa renovação de frota, retirando gradualmente os já cansados e gastões (Porém não menos eficientes) Boeing 737-300 e introduzindo os novos Boeing 737-800NG, oriundos da frota da própria GOL. Os mais otimistas diziam que, ao todo, seriam cerca de 30 aeronaves para a irmã menor e esverdeada. É claro que isso deu um “up” no time de colaboradores da companhia, que sequer imaginavam que o destino da empresa já estava, desde o princípio, selado, registrado e carimbado.

Foto: Fernando Canteras | 2012

Foto: Fernando Canteras | 2012

Eu não condeno a absorção da Webjet pela GOL. Até porque, no caso de grandes fusões, é natural que o “tubarão” (GOL) engula o menor (Webjet). O que mais gerou raiva ontem e hoje (E comigo o sentimento não foi outro) foi a maneira com a qual as coisas foram conduzidas. Uma atrocidade sem tamanho, uma falta de respeito sem precedentes. Confesso, ainda, que ando com meu rabo preso com atitudes da GOL desde o programa de demissão em massa para redução de custos que houve recentemente. Nos dois casos, amigos foram demitidos e pude (E estou) acompanhando de perto esse doloroso processo. O atual presidente da GOL, Paulo Sérgio Kakinoff, em uma distinta entrevista para a Folha de São Paulo, ressaltou (Para não dizer que jurou de pé junto) que não haveriam demissões nessa “fusão”. Preciso dizer que isso foi uma grande mentira e falta de respeito? Claro que não. O que aconteceu hoje responde por mim.

A sensação de acordar e não saber pra onde ir é desesperadora. Não passei por isso ainda, mas no meu ambiente familiar isso já aconteceu várias e várias vezes. Acordar e ver seu pai sem poder fazer nada, sem poder reverter a situação, sem saber quando o mercado de trabalho irá acolhe-lo novamente… Não, não é uma situação confortável. Não é algo que desejo nem para meu pior inimigo (Até porque não tenho nenhum). Agora pegue uma situação desta e multiplique por 850. É justamente isso que os seres humanos, trabalhadores, colaboradores, aviadores, aeronautas e apaixonados pelo o que faziam vão acordar pensando amanhã. Pessimismo meu? Não. A aviação brasileira não vive um momento tão bom como há uns dois anos atrás. Mas, quem sou eu para traçar panorama de aviação? Agora não é hora para isso.

Fico tentando imaginar se a diretoria da GOL e os principais responsáveis por isso conseguem colocar suas respectivas cabeças no travesseiro e dormirem tranquilas. Não tenho absolutamente nada contra eles, mas enquanto um anda de Audi A7 de 400 mil reais, uns estão desempregados. Foi, realmente, antiético prometer emprego e da noite pro dia apunhalar pelas costas os que acreditaram em um futuro promissor para a empresa que davam o sangue? Se você acha que estou exagerando… Não. Não estou. Vivi momentos excepcionais naqueles 737 apertadinhos. Por que não? Uma tripulação fantástica que em todos os momentos me recebeu com sorrisos a bordo. “Bom dia, Senhor”. Ao ser recebido no cockpit? Já cheguei a me despedir dando abraços em ambos os pilotos, trocando contatos e combinando algum encontro futuro. Inclusive, conversei com o co-piloto deste voo via Skype e ouvi-lo chorar não foi NADA agradável. Novamente: Multiplique isso por OITOCENTOS E CINQUENTA.

Foto: Juliano Damásio | AIRFLN (www.airfln.com.br)

Foto: Juliano Damásio | AIRFLN (www.airfln.com.br)

Espero, do fundo do coração, que a recolocação no mercado de trabalho dos trabalhadores da Webjet seja bastante rápida e eficaz. Que todos possam encontrar seu lugar ao sol, em céus brasileiros ou não. Que o mercado possa acolhe-los de braços abertos. Que a competência e a credibilidade de quem foi traído possa ser levada em conta. Que tal, um dia, eu encontrar mundo a fora um “Ex-Webjet” voando feliz? Torço muito por isso. Fico aqui na expectativa. Na torcida. Sofro junto. Me alegro junto. Só quem vive e respira aviação consegue me entender.

De resto, espero que os cervejeiros, entendedores de carros de luxo e gestores de empresa de ônibus que hoje compõem a diretoria de uma companhia aérea possam voltar para seus tronos originais. Claro, antes que inocentes sejam enganados e antes que seja tarde demais.

Qualquer coisa, estou a disposição.

Um triste abraço.

Desenvolvimento da malha aérea em áreas distantes dos grandes centros

Você está no interior do Amazonas, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, e deseja chegar à capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Você não quer passar seus próximos sete dias em barcos, ônibus e carro. Você sabe que ir por via aérea é mais confortável, barato e rápido. Mas eu tenho algo a te dizer. Você está sendo observado. Alguém sabe que você sabe que voar é melhor, e, por conta disso, esse mesmo alguém, muito longe de você, traça um voo ligando São Gabriel da Cachoeira a Porto Alegre. Você percebe o cheiro de mistério no ar?

Por Danilo Araújo.

Caro leitor, fique despreocupado, você não tem uma câmera escondida em sua casa, seu celular não está grampeado e sua mente ainda não pode ser acessada remotamente por outras pessoas. Você não está sendo perseguido, e, o mistério termina agora: as empresas aéreas adoram saber pra onde você quer ir e elas fazem isso através de pesquisa de mercado. OK, você já pode tirar a mão da frente da sua Webcam, não é por aí que estão te observando.

As grandes empresas de transporte aéreo têm setores dedicados especialmente para a análise e coleta de informações relacionadas à origem e destino de cada passageiro. Tal setor é responsável pelo desenvolvimento da Malha Aérea, e, se vocês querem saber, para mim este setor é o responsável pelo sucesso ou insucesso da companhia aérea.

Tudo começa com a referida análise e coleta de dados. Através de pesquisas de mercado, os setores de desenvolvimento de Malha Aérea conseguem determinar o número de passageiros que têm a cidade de São Gabriel da Cachoeira como origem de seus voos, por exemplo. Se tal cidade tiver um aeroporto com condições de receber voos comerciais regulares e, se principalmente, houver passageiros suficientes partindo de São Gabriel da Cachoeira todos os dias em todas as frequências diárias, um voo poderá ser implantado ali.

Mas, leitor desavisado, acalme-se. Não é porque você precisa visitar sua família uma vez ao ano em Porto Alegre que a empresa aérea vá disponibilizar um avião para você. Os estudos de ODV (Origem e Destino Verdadeiro) são extremamente complexos, e, a companhia de transporte aéreo só vai iniciar os voos para sua cidade se realmente houver a certeza de que tal voo gerará lucro.

OK. Já expliquei uma parte do conceito-chave desse artigo. Expliquei a letra “O” do termo “ODV”. Já sabemos que, se houver passageiros suficientes na Origem (densidade de passageiros), se houver infraestrutura aeroportuária, e, enfim, se houver a certeza da rentabilidade em tal operação, um voo será deslocado para atender tal cidade. Mas, e em relação ao destino? Você precisa sair de São Gabriel da Cachoeira e chegar a Porto Alegre, mas, será que todos os passageiros têm a mesma necessidade? Todos querem visitar sua família em Porto Alegre? Não!

A não ser que você tenha seu jato particular, infelizmente, se não houver densidade de tráfego com origem em São Gabriel da Cachoeira e destino em Porto Alegre a ponto de justificar um voo direto, sem escalas, você vai precisar fazer o que chamamos de Conexão. Temos, aí, um assunto interessante.

Vamos supor que haja 50 passageiros que partam de São Gabriel da Cachoeira diariamente para 50 destinos diferentes. Um quer ir para Porto Alegre, outro quer ir para Manaus, outro quer ir para Salvador e alguns outros só querem passear, retornando a sua cidade de origem ainda no mesmo dia (acredite, eu conheço gente que faz isso). A empresa aérea vai deslocar 50 aviões para atender a essa demanda? Para a tristeza de muitos, a resposta é NÃO. Mas, se há a necessidade de se atender a tal quantidade de clientes, o quê fazer?

Para você, leitor mais avisado e entendido do assunto, gostaria de ressaltar que neste artigo não nos aprofundaremos em outros aspectos como QSI, HOTRAN etc.

Desloque um avião de 50 assentos, como por exemplo, um ATR, capte todos os 50 passageiros e leve-os para um grande centro de distribuição, um aeroporto que seja capaz de distribuir os passageiros para os 50 destinos desejados. Nós chamamos tal aeroporto de HUB, e as empresas aéreas aprenderam que essa é uma forma interessante de se ganhar dinheiro.

Decolando de São Gabriel da Cachoeira e pousando em um HUB da empresa, os 50 passageiros vão se separar e, cada um irá embarcar em um voo que os levará para o próximo destino, seja ele o destino final, seja ele outro aeroporto de conexão.

Pronto, mistério revelado. Com o conceito de ODV, as empresas aéreas são capazes de desenvolver sua malha de tal forma que esta consiga captar o máximo de passageiros possível em locais afastados dos grandes centros, levando-os a qualquer um dos destinos atendidos pela malha da empresa através de conexões em HUBs e aeroportos secundários. É claro que na construção de uma malha aérea, após os estudos iniciais obtém-se a frequência ideal, o horário ideal, as características ideais, com o avião ideal para o tipo de passageiro específico a ser atendido, visando qualidade da malha desenvolvida.

Mas, fique atento, essa é só a ponta do iceberg chamado de Desenvolvimento de uma Malha Aérea. Há ainda muitas outras questões envolvidas, contudo, hoje falaremos somente dessa parte visível, deixando para outra oportunidade um maior aprofundamento nesse assunto, pois, nosso voo com destino a Porto Alegre, partindo de São Gabriel da Cachoeira com direito a duas escalas e conexões, já vai partir!