Compartilhamento de Aeronaves: Um mercado em expansão

Via Hipertexto – Assessoria de Imprensa

——————-•——————-

Ter um avião particular à disposição, sem precisar arcar com todos os custos de uma aquisição. Com o crescimento do mercado brasileiro de aviação executiva, o compartilhamento de aeronaves começa a surgir no país como forma de atrair clientes que buscam opções mais econômicas de investimento e de acordo com suas necessidades.

Muito comum nos Estados Unidos e na Europa, a compra fracionada possibilita que o cliente divida as despesas de operação e manutenção da aeronave, que são repartidas em “cotas”. Ao adquirir uma cota, cada cliente terá direito a uma determinada quantidade de horas de voo.

De olho nesse segmento desde o início da década passada – quando realizou a primeira pesquisa para avaliar a aceitação desse modelo de negócio no Brasil -, a Líder Aviação lança, em agosto, o “Líder Share”, que permitirá que até quatro pessoas compartilhem uma aeronave. Cada cota custa cerca de US$ 900 mil, mais os custos operacionais da aeronave.

Para o diretor de fretamento e gerenciamento de aeronaves da Líder Aviação, Heron Nobre, o crescimento da demanda por esse serviço é consequência do “amadurecimento” do mercado brasileiro. “Atualmente, as pessoas já não veem mais a aviação executiva como um artigo de ‘luxo’, mas como ‘ferramenta de trabalho’, ou seja, um investimento em agilidade, segurança, versatilidade etc.. Por isso, procuram soluções que ofereçam o melhor custo-benefício, pois, mesmo entre aqueles que possuem grandes fortunas, a ostentação tem cedido espaço a uma utilização mais racional dos recursos”, explica.

Indicado para pessoas que voam entre 15 e 25 horas por mês, o Líder Share pode representar até 30% de economia, se comparado aos custos de aquisição individual de uma aeronave. De acordo com Heron Nobre, a empresa já possui três aviões Premier 1A prontos para serem utilizados pelos primeiros clientes. “Basta assinar o contrato e começar a voar. Não será preciso nem esperar por outros cotistas”, explica o diretor.

Como membro do Líder Share, o cliente pode desfrutar de todos os benefícios de possuir um avião particular: basta agendar o horário do voo e deixar que a Líder Aviação cuide de todos os procedimentos necessários para a viagem. Caso a aeronave já esteja reservada para outro cotista, a empresa – que possui a maior frota própria da América Latina – disponibiliza outra aeronave, de igual ou maior desempenho. “O Líder Share é uma ótima alternativa para quem busca soluções em aviação executiva ao menor custo do mercado”, conclui Heron Hollerbach.

Curso superior + Aviação

Caros leitores,

Recebi no meu e-mail, de um leitor do sul do Brasil (Que não disse o nome, apenas a cidade em que mora), uma dúvida que paira sobre a cabeça de muitos que desejam ser aviadores: O curso superior é necessário para a contratação de pilotos, ou apenas conta como um “enriquecedor” de currículos?

Direto e reto, a resposta é: NÃO, POR ENQUANTO o curso superior NÃO É necessário.

Porque por enquanto? Por mais que não seja um item obrigatório, as companhias aéreas dão mais valor ao profissional com curso superior. Por exemplo: Entre um aviador com 2.000hrs de voo e sem curso superior e outro com 1.000 e curso superior, a preferência é para o que possui curso superior. A tendência nos próximos anos, acompanhando a evolução e o desenvolvimento da aviação, é que o curso de aviação se torne um item no-go (Obrigatório para ingresso em uma empresa aérea).

Para ser um aviador hoje no Brasil, (e acredito que no restante do mundo também seja assim), apenas os cursos teóricos realizados em escolas de aviação e/ou aeroclubes homologados pela ANAC, bem como as horas de voo (Instrução) voadas em escolas igualmente homologadas são necessárias.

  • Mas então, porque existem faculdades particulares no Brasil que oferecem cursos de nível superior voltados para a aviação?

Simples! O curso superior na área da aviação é agregador de conhecimento extra e ampliador de leques no meio. Como assim? Vamos lá: Citarei o curso de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, que possui um dos mais conhecidos e conceituados cursos de aviação. No curso da Anhembi, em especial, algumas matérias dadas no decorrer do curso não são voltadas apenas para a parte de pilotagem, mas também, para a aviação como um todo, como suas áreas administrativas, não necessariamente ligadas diretamente ao voo.

Um bacharel em Aviação Civil na Anhembi, além de estudar as matérias dadas em escolas de aviação para Piloto Privado e Piloto Comercial, possui em sua grade curricular matérias como Antropologia e Cultura Brasileira, Direito Aeronáutico, Normas Técnicas, Psicologia aplicada à aviação, Empreendedorismo e sustentabilidade, Gestão de Logística na aviação, planejamento de transporte aéreo, Economia no transporte aéreo, Gestão aeroportuária, dentre outros.

O que isso significa? Que além de você desenvolver habilidades voltadas para a pilotagem de aeronaves, o curso prepara o aluno (E futuro aviador!) para aptidão em outras áreas na aviação. Dessa maneira, com o conhecimento de áreas administrativas e funcionamento do sistema, cargos como superintendência de aeroportos, gerente de logística (Na carga aérea) e coordenador de escalas, por exemplo, podem ser assumidos com o curso de aviação civil.

  • E quanto as companhias aéreas: Há indiferença quanto aos aviadores que possuem curso superior e os que não possuem?

Trata-se de uma questão bastante relativa. Na questão de pilotagem, o curso de aviação civil ou ciências aeronáuticas não interfere de NENHUM modo nas técnicas de pilotagem aprendidas em uma escola de aviação. O grande “x” da questão nesse caso é quanto a contratação: Ter um curso superior na área enriquece o currículo e prepara melhor o aviador/candidato ao mercado de trabalho.

Analisando alguns requisitos de grandes companhias aéreas brasileiras para contratação de co-pilotos (Neste caso, as companhias são TAM e AZUL), o curso superior é frisado como algo não necessário, porém, de grande valia.

Na TAM, o candidato que possui curso superior ganha pontos baseados em uma tabela, ajudando junto com as horas de voo e sua experiência anterior a atingir o número mínimo de pontos necessários para a o processo seletivo na companhia.

Já na Azul, assim como a TAM, o curso superior continua sendo citado como “agregador” ao currículo, porém, não necessário para a contratação. Em suma: É um grande diferencial.

Ainda quando falamos da Azul, uma parceria firmada recentemente com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) encaminha os formandos diretamente para o processo seletivo de co-pilotos da companhia. (Nota: Devido a fusão TRIP-Azul e ajustes administrativos, as contratações na Azul retornam apenas no final de 2012).

  • Então vale a pena investir em um curso superior?

Sim, vale, E MUITO. Possuir um curso superior nos dias de hoje é item quase fundamental para ingresso em uma grande empresa. Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e acirrado, os mais capacitados, qualificados e preparados se dão bem.

Além do importante curso superior, o investimento no aprendizado da língua inglesa (OBRIGATÓRIA na aviação), bem como o de uma terceira língua (Espanhol, Francês e até mesmo o Mandarim) é importante e agrega ainda mais valor ao currículo. Lembrando que na aviação há o teste ICAO de língua inglesa, com níveis que vão até 6 (Fluente na língua), servindo como parâmetro na contratação do aviador.

Portanto, se suas condições financeiras permitirem, não deixe de ver os cursos de aviação civil/ciências aeronáuticas espalhados pelo Brasil. São grandes oportunidades para conhecimento e a abertura de portas no mercado de trabalho competitivo e acirrado.

Ah, e em caso de dúvida, é só mandar um e-mail pra gente, ok? Responderemos!

Um abraço e conte conosco.

João Vítor Balduino