Especial Nordeste 1 – Rotina de uma tripulação técnica antes de assumir um voo

Caros leitores,

Esta é a primeira matéria da série “Especial Nordeste”, fruto da nossa recente viagem até Salvador-BA.  Enjoy!

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Rotina de uma tripulação técnica antes de assumir um voo na base Viracopos da AzulTrip.

Você já se perguntou o que fazem os pilotos antes de entrarem no avião que eles pilotarão? Você já parou para pensar em todas as etapas que fazem parte dos bastidores dessa profissão tão bela e visada por muitos? Não? Então aperte o cinto, pois… Tripulação, decolagem autorizada!

Por Danilo Araújo.

Uma tripulação técnica, ou seja, constituída de pilotos –os comissários e comissárias são denominados de tripulação comercial- pode ser simples, composta ou de revezamento. A tripulação simples é a mais comumente adotada nos voos domésticos. Ela é constituída de um Comandante e de um Copiloto. Em nível de curiosidade, há também a tripulação Composta, formada por um Comandante e dois Copilotos e, é importante ressaltar a existência da Tripulação de Revezamento, composta dois Comandantes e dois Copilotos. As duas últimas classes de tripulação são usadas em voos internacionais e por ora não falaremos delas.

A manutenção cuida do avião enquanto a tripulação discute detalhes do voo.

A manutenção cuida do avião enquanto a tripulação discute detalhes do voo.

Ainda no início de cada mês, a tripulação técnica recebe sua escala de voo. Tal escala controlará a vida dos pilotos, indicando quais serão os voos programados para cada um realizar, ou seja, a escala de voo será uma espécie de agenda obrigatória, constituída de diversos voos para diversos locais do Brasil, contendo uma programação estimada de viagens a serem realizadas durante o mês de trabalho. A confecção de tal é bastante complexa pois existem diversas leis e regulamentos que regem os limites diários e mensais de voo.

Carta de vento, também analisada

Carta de vento, também analisada pelos pilotos.

Por lei, a tripulação deve se apresentar em local indicado 30 minutos antes do início de cada voo. Normalmente, os pilotos se apresentam com uma antecedência maior, aproveitando o tempo extra para observarem condições meteorológicas através de leitura de boletins específicos, informações aeronáuticas pertinentes ao voo, tais como NOTAM –espécie de aviso, boletim destinado ao aeronavegante-, além de imprimirem e analisarem a Navegação planejada para o voo proposto.

Essa, talvez, seja a parte mais interessante desse artigo. As empresas aéreas investem milhões de dólares na confecção de tais navegações, que nada mais são que planejamentos de voo visando a melhor performance possível, reduzindo os custos com combustível (que representam os maiores custos de uma empresa aérea), aproveitando melhor o tempo de solo, conseguindo economias de densidade (levando mais passageiros em menos tempo), desviando de condições meteorológicas desfavoráveis e que possam causar desconforto aos passageiros etc. Uma navegação bem planejada é aquela que, ao resumo de duas ou três folhas, informará o piloto sobre a melhor rota, o melhor nível de voo, o melhor regime de subida, cruzeiro e descida, abastecimento necessário e correto, pesos máximos de decolagem, peso atual de decolagem, dentre outros. Com tal navegação, a tripulação técnica         deverá planejar seu voo! Incrível!

Após colher tantas informações, a apresentação da tripulação é realizada: o Comandante, o Copiloto e os tripulantes comerciais se encontram e começam o que chamamos de Briefing. O briefing é uma etapa interessante, em que, em uma conversa muitas vezes descontraída são ditas as informações pertinentes ao voo, ou seja, condições meteorológicas, tempo previsto de voo, qual aeronave será utilizada (até pouco antes do voo, não se sabe qual matricula de aeronave será destinada para determinado voo), é combinado condições de segurança, dúvidas são tiradas e o gelo inicial é quebrado com uma conversa recheada de seriedade cercada de boas risadas e descontração. O Briefing é o momento ideal para a conferência da documentação necessária ao voo.

Embarque imediato!

Embarque imediato!

Após tal fase, a tripulação está ciente de tudo o que acontecerá durante o voo. Uma vez cientes, os tripulantes, enfim, aguardam o transporte que os levará até a aeronave.Uma vez nela, tudo o que foi planejado e “briefado” é colocado em prática, e a Magia Azul finalmente ganha vida! Daí pra frente é história pra outras luas. Por enquanto, ficamos com o “Seja bem-vindo a bordo” e “boa viagem”! 

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Especial Nordeste

Caros leitores,

A equipe do PlusAviation esteve em Salvador-BA no último final de semana afim de preparar a próxima série de matérias especiais aqui do portal. Serão várias matérias onde abordaremos os seguintes pontos:

– FlightCheck: Voando Azul entre Campinas e Salvador / Impressão dos voos;

– A importância da fusão AzulTrip para a integração de cidades na região nordeste;

– Impressões aeroportuárias de Salvador: Análise detalhada dos serviços oferecidos aos usuários do aeroporto, bem como alimentação, ambientação e facilidades;

– Rotina de uma tripulação técnica antes de assumir um voo na base Viracopos da AzulTrip.

– Desenvolvimento da malha aérea em áreas distantes dos grandes centros;

Aguardem pois será uma matéria bastante interessante, com bastante detalhe e informação interessante! Sugestões? Envie via comentários e email.

Um abraço,

Os editores.

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Flight Report especial: Até BH nas asas da Azul.

“Inesquecível!”…

Essa foi minha reação ao receber no meu e-mail, das mãos de um dos diretores da Azul (O sempre excepcional Gianfranco Beting), algo muito especial: O convite para ir até Belo Horizonte receber o primeiro ATR72-600 da companhia paulista. As usual, a chegada da nova estrela da frota não seria em um final de semana, como costumo voar. Cazzo! Entrei em contato com todas as pessoas que eu tinha compromisso e desmarquei. Se é para voar, então voemos!

Recebi as passagens na quarta-feira a noite, sendo que o vôo seria na quinta de manhã. Tudo tranquilo, não deu tempo pro Web check-in. No problem: O aeroporto de Ribeirão City é belo, funcional e tem um projeto arquitetônico que invejaria Oscar Niemeyer. Ledo engano, pequeno gafanhoto!

Itinerário bacanérrimo! Voaríamos então no vôo 4301, o primeiro vôo dos turboélices franco-italianos da Azul entre Ribeirão e Campinas, partindo as 6h20 da manhã. Baita horário bom!. Chegando em Campinas, eu embarcaria em um E-JET no vôo 4042 até BH City (Cidade com a maior concentração de barzinhos e belíssimas e esculturais morenas por metro quadrado). Na volta, voaríamos para Campinas em outro E-JET no vôo 4047, e outra conexão para Ribeirão no vôo 4308. Simples, não? E de fato foi. As you can see.

Despertei cedo. Maldito celular apitando na inigualável voz de Sergio Mallandro, eram 4h10 da madrugada. Graças a invenção da Apple (Ou de qualquer outra…) e o salvador modo soneca, só criei vergonha na cara para sair do edredom as 4h50. Claro, com vontade de quebrar o iPhone na parede. Em cima do horário. Banho quente, camisa devidamente passada, calça, sapato e cinto me esperando. Arrumado, liguei para o ponto de taxi próximo do meu apartamento e em minutos embarcava no imponente Jac Motors (Gooosh!) em direção ao aeroporto Leite Lopes, quase um Atlanta Intl do interior paulista. Quanta ingenuidade… Minha e do DAESP, acredito.

Cinqüenta reais mais pobre e com um pouco de sono (Por boa causa!), adentrei àquele recinto que costumam chamar de Aeroporto Regional. Até procurei o ônibus da Cometa, mas dei de cara com um Airbus da TAM, um punhado de ERJ da Passaredo e um ATR da Azul lá no canto, que me levaria em conforto até Campinas.

Terminal vazio, e os guichês da Rápido Ribeirão e Itapemirim fechados. Sem escolha, fui non-stop ao balcão da Azul, onde fui atendido por uma simpática loirinha de olhos azuis, que esbanjou simpatia e beleza, entregando-me os cartões de embarque e despejando em meus ouvidos agradáveis notas de uma voz belíssima, exclamando com doçura: Boa viagem! Melhor só se fosse com você do lado, minha caríssima. Azul até nos funcionários de solo. Adoro essa companhia!

Cambaleando, ouvindo o eco do som do meu sapato no piso gelado do aeroporto, caminhei até o setor de embarque. Recepcionado por uma menina dos anos 1940 no raio-x, com um cheiro maravilhoso de cigarro em seu uniforme (Que era sentido por todos os passageiros da sala de embarque), passei pelos trâmites de segurança antes que alguém desconfiasse dos 5kg de dinamite que eu carregava na mochila do notebook. Brincadeirinha!

Sala de embarque de Ribeirão Preto.

Sala de embarque de Ribeirão Preto.

Abundei-me em um dos poucos assentos livres, sem ter a opção de uma Admirals Club da vida para detonar uns “espressos” e uns canapés… Sem problemas, contaríamos com suco de laranja e aperitivos a bordo. Logo adentra a sala de embarque aquela loirinha da Azul. O coração dispara. Olho nos olhos dela com um sentimento de gratidão por ter feito, antes de voar, meu dia ficar mais azul. Três batidinhas no microfone, o embarque para o vôo 4301 é anunciado. Que voz era aquela… Dentro das prioridades, fui um dos primeiros a andar rumo ao ATR, que estava em uma posição distante da gente. Andando devagar, sentindo o perfume inconfundível de JET-A1. Se eu pudesse mandar engarrafar esse perfume e vender em larga escala, eu o faria. E ficaria rico!

Embarquei no ATR72-200, prefixo PR-AZW. Recebido por um “Blue Angel” (sic) na porta, de nome Marcos Costa, fui até meu assento, 13-A. Sentadinho e comportado, como uma criança em um restaurante prestes a desfrutar do banquete, fiquei observando a movimentação naquela manhã. Inúmeros vôos da ilustríssima Passaredo indo para diversas localidades. Em um dos vôos, direto para a Pampulha em BH, um grupo de freiras ia para um congresso. Interessante!

Embarque finalizado com bastante agilidade. Nosso ATR por dentro estava impecável, mesmo com bons anos de uso. Isso já é chover no molhado quando falamos da frota da Azul, e podemos comprovar isso nos Flight reports da companhia espalhados pela internet. As usual.

Interior do nosso ATR.

Interior do nosso ATR.

E o copiloto, com toda sua simpatia e profissionalismo, dirigiu a palavra aos passageiros com alguns informações sobre nosso curto voo.

http://www.youtube.com/watch?v=EKWU_S6qBXI

Tão logo o “copila” encerrou suas transmissões, da galley lá do fundo, o Marcos Costa, tal qual na Rádio Trânsito de São Paulo, começou a passar as instruções de segurança. A voz de locutor é impagável. Assim como o profissionalismo dele durante todo o vôo, algo raro nos dias de hoje. Simpatia ímpar!

http://www.youtube.com/watch?v=dYHpdrPjCfY

Desde já peço perdão pelo reflexo de minha camisa nas fotos da janelinha. Prometo que da próxima vez escolho uma camisa menos chamativa, para as fotos ficarem melhores… Taxiando lentamente até a pista 18 de Ribeirão, alinhamos e decolamos com o sol anunciando a chegada de mais um dia. Che bello!

Surge no horizonte o astro rei.

Surge no horizonte o astro rei.

Senta a pua!

Alinhado e prontíssimo!

Alinhado e prontíssimo!

http://www.youtube.com/watch?v=IvpouXuwdtk

Estávamos no ar, tão quanto o Bom Dia São Paulo que acabava de começar na tela da Plim Plim. Acho que vários seres terráqueos assistiram o jornal naquela manhã. Deve ter sido bacana.

Ribeirão dormia enquanto os dois motores PW do franco-italiano roncavam forte.

Subindo!

Subindo!

Apesar de meio apertado, não teria que amputar as pernas para me sentir confortável. Para a alegria geral da nação, não tinha ninguém ao meu lado (Bem que poderia ter uma ucraniana de uns 22, 23 anos, solteira de 1,90mt de altura…)

Espaçoso, não?

Espaçoso, não?

Capiche?

Nada de cigarro de palha, fumo de rolo, mentolados e cigarrinho do capeta, viu moçada?

No smoking, galera!

No smoking, galera!

Safety card!

Safety Card!

O serviço de bordo foi anunciado. Meu estômago já estava roncando em protesto pelo café da manhã que tomei em casa, que deve ter tapado muito bem um buraquinho de um dente quebrado. De fato, aceitei de muito bom grado algumas das opções oferecidas pela Azul nos vôos regionais. Que tal um biscoitinho recheado e um suquinho de laranja geladinho? Nada mal!

Tudo muito gostoso e bem apresentado!

Tudo muito gostoso e bem apresentado!

Tudo detonado em poucos minutos, os comissários passando recolhendo os lixos produzidos pelos passageiros. Instantes depois, iniciamos nossa descida para aproximação e pouso em Campinas. Um vôo bastante rápido, mas agradável!

A região de Campinas já era perfeitamente visível abaixo das asas curtas, porém eficientes, do ATR.

 

Curva!

Curva!

 

Bom dia, Campinas!

Bom dia, Campinas!

Good Morning, Campinas!

Em um piscar de olhos, já estávamos na final para pouso na pista 15 do aeroporto Campineiro.

O pouso você confere no vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=tThL6YjEif4

Chegamos ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Temperatura fresquinha, tal como alguns habitantes da cidade (Brincadeira, pessoal de Campinas)

Fomos parar lá no pátio de cargas, de onde seríamos transportados por confortáveis e modernos ônibus da melhor empresa de administração aeroportuária do mundo, a Infraero! (É tudo verdade, eu juro!)

Um CRJ da finada Pluna perdido…

Producto del Uruguay.

Producto del Uruguay.

“Tamo” chegando!

 

Motores cortados e calços colocados. Interessante notar um desespero generalizado a bordo nessa parte final do vôo, onde todos ficam em pé querendo sair primeiro do avião, sendo que todos vão no mesmo ônibus para o setor de desembarque. Até hoje não entendo essa gula por querer ser mais rápido que o tiozinho de 80 anos lá da última fileira. Cazzo!

Adeus, AZW!

Saguão bem calmo em Viracopos… Talvez porque ainda era cedo, 7h16 da matina.

Aguardando o voo que só sairia as 9h40 da manhã, subi até o piso superior para tomar uma coca zero. Aproveitei também para aguardar um amigo que estava indo pra BH a convite da Azul, tal como esse que vos escreve. Liguei para ele, que estava ainda no ônibus da Azul passando em frente ao Hopi Hari. O ônibus veio na velocidade da luz, e poucos minutos depois ele apareceu. Grande Danilão, meu melhor amigo, irmão do peito e também editor deste distinto portal de aviação. Companheiro dessas aventuras malucas, mas prazerosas. Como ele já tinha feito o Web check-in no dia anterior, fomos para a sala de embarque. Novamente, tentei me livrar o mais rápido do raio-x por questões citadas anteriormente. Tudo não passa de brincadeira, claro. Vale citar a simpatia do agente no raio x, pela primeira vez vi um deles dando bom dia e desejando boa viagem… Cena rara nos aeroportos desse país varonil.

Sem muita firula, e aos berros, o embarque do nosso vôo foi anunciado. Primeiro as prioridades, que não eram muitas. Depois nós, gente “comun y corriente”. Estava encarregado de levar a gente até o aeroporto de Confins naquela manhã um Embraer 195 de prefixo PR-AYQ, ainda ostentando a pintura de 10.000.000 de passageiros transportados (Hoje 20.000.000). Um novíssimo Embraer, como todos os da frota da Azul.

Oia lá o passarinho!

Belezinha! Tudo pronto, vamos voar!

Embarcados e “abundados” na 13-A do E-JET, a visão que eu tinha era esta…

…E o excelente pitch no Embraer.

Iniciamos nosso pushback no horário de decolagem. Atraso insignificante, que perderíamos durante o vôo, como de costume. Tão logo iniciamos o procedimento, a simpaticíssima comissária nos recebe com um agradável “Olá, que bom ter você a bordo no nosso Embraer 195!”. O prazer é todo meu, querida! Tudo, claro, em nome da tripulação do comandante Eduardo Stocker e do Primeiro Oficial Cássio Hoffmann.

http://www.youtube.com/watch?v=-7yMbMWFF24

E as instruções de segurança também foram passadas com todo o profissionalismo do time Azul!

http://www.youtube.com/watch?v=vdQOctrZUfY

Enquanto taxiávamos, como sempre faço a bordo da Azul, aproveitei para assistir mais um programa “Saia Justa”, do canal GNT, com os excepcionais Léo Jaime e Xico Sá, além da inteligentíssima Mônica Waldvogel. (Pô, como que escreve isso?)

Os controles para operação da TV individual. Simples e muito fácil de utilizar!

Chegou a hora de grudar na poltrona e falar que as leis da física não tão com nada. Hora de decolar. Alinhamos, demos potência e… Nada! Paramos repentinamente e ficamos na posição por uns 50 segundos. Aí sim, depois desse tempo, aceleramos para a corrida. Até comentei com o Danilo “Agooooora sim!”. Tem vídeo? Tem sim senhor!

http://www.youtube.com/watch?v=A8haN26oZSM

Bela decolagem, não? Até onde eu sei, e utilizando meu pouquíssimo conhecimento a respeito, decolamos na saída GRIN com transição em LUPEX (Belos nomes!). Uma rápida subida e logo estávamos no nosso nível de cruzeiro. Um vôo bastante rápido, de 55 minutos.

No ar!

Cabine muito confortável do E-JET. Mais estreita que nos Boeings 737 e Airbus A320 de congêneres, mas muito mais confortável. A sensação de privacidade é muito maior. O conforto das poltronas de couro ecológico também contribui para o bem estar a bordo. Ponto para a Embraer!

Para meu deleite, e também dos demais gordinhos a bordo do PR-AYQ, o serviço de bordo foi anunciado. Era hora de alimentar a solitária que habita meu sistema digestório. Nesse voo, como em todos da Azul, teríamos os mais variados tipos de snacks a nossa escolha, de todos os tipos e gostos. Adoooooooro!

Fiquei com uma coca zero, padrão em todos os vôos, uma batatinha e um pacotinho de biscoito recheado. Tudo muito bacana!

“Com baunilha e muito amor para você”. Apresentação simpática e cativante!

A tia sentada do meu lado estava ferrada no sono, babando freneticamente na poltrona, concedendo uma hidratação gratuita para o couro bege. A Azul pira na economia! Por isso, ela não ficou constrangida de ver este que vos fala tirando foto de tudo e nem sequer ouviu o barulho do pacotinho de batatinha chips abrindo. Bacana!

Nada de especial ocorreu, e estávamos descendo para aproximação a pouso na capital mineira. Cidade boa, terra boa, belas mulheres e comida de prima! Assim que chegássemos em BH, iria conhecer mais um membro do CR e amigo: O Bonetto, que faz parte do time da Azul em BH. Excelente pessoa e profissional!

Um breve speech do comandante lá no lado esquerdo da cabine do E-JET, dizendo que em cinco minutos estaríamos em solo com a graça de Deus. E de fato ocorreu. O pouso dispensa comentários, vaselina pura. Um beijo suave em terras mineiras.

http://www.youtube.com/watch?v=6Ihwq6NFiYc

Sejam bem vindos a Belo Horizonte!

Taxi bastante ágil e logo estávamos acoplados no finger de número três. Para surpresa de todos, as portas foram abertas com bastante rapidez, tornando o desembarque bastante ágil.

Após o desembarque, corremos para a sala da Infraero com uma declaração da base BH da Azul, para que pudéssemos obter o crachá de autorização do aeroporto, para circularmos pela área de embarque, rampa, etc sem nenhum tipo de restrição. Agente de aeroporto por um dia, aqui, no Fantástico!

Detalhes tão pequenos de Confins… Mas que vão deixar saudade!

Assim que tirei essa foto, fui abordado pelo William Andrade, que faz parte da equipe de comunicação da Azul. Junto com ele, estava o pessoal do site CNF AO VIVO, que trás informações sobre a aviação no aeroporto internacional de BH. Seguimos, então, até o piso inferior do aeroporto, onde embarcamos em uma van que nos levou até o pátio de aviação geral. Em instantes estaríamos diante do primeiro 72-600 da Azul!

Depois de muita expectativa, ouvimos o ATR chamando a Torre Confins. Ô, glória! O coração bateu mais forte. Poucos minutos depois, surge o primeiro 72-600 da América latina na nossa frente, para a alegria de todos. Grande parte do time de solo da Azul estava presente. Todos, é claro, ficaram bastante alegres e emocionados com esse momento. Sem dúvida, um pequeno marco na história da companhia.

ATR recebido! Ainda eram 14h30, e nosso vôo só sairia as 19h50 de Confins para Campinas. O que fazer? Sentar no The Collection e almoçar uma comida divina. Afinal, ninguém é de ferro. Uma boquinha de primeira, com direito aos mais sutis ataques ao Buffet.

Bonetto, Danilo e um cidadão desconhecido. Missão cumprida!

E aí pessoal, gostaram?

Espero que eu possa ter agradado a todos com esse FR especial. Realmente, foi um dia bastante especial na vida desse pequeno gafanhoto. A sensação de reconhecimento e missão cumprida é indescritível. E, de coração, espero que eu tenha transmitido um pouquinho dessa alegria com vocês. Mais uma vez, os serviços da Azul se mostraram eficientes e excepcionais, com aeronaves ótimas e novas, simpatia no atendimento de todos os setores (Solo e vôo) e serviço de bordo excelente. De todas as companhias nacionais, posso dizer seguramente que a companhia paulista está no rol de melhores para se voar hoje, juntamente com a Avianca.

Aguardo as críticas, opiniões, comentários…

Grande abraço e até nosso próximo voo juntos, que será para Salvador-BA.

João Vítor Balduino

Comunicado – Aeroporto de Viracopos


 

 

Caros leitores,

Como vocês já notaram, nós da equipe do Portal PlusAviation possuímos uma parceria com a Azul Linhas Aéreas, cuja colaboração conosco é importantíssima e bastante especial. Através dela, conseguimos levar a vocês o melhor da aviação, avaliação de serviços e dicas de cidades brasileiras.

Por este motivo, nos sentimos no dever de divulgar informações sobre o fechamento do aeroporto de Viracopos, em Campinas, base de operações da Azul.

O fechamento foi decorrente de um acidente com uma aeronave tipo MD-11, da empresa americana Centurion Cargo, que fazia o voo Miami – Viracopos. As causas do acidente ainda não são conhecidas e não começaram a ser investigadas pelos órgãos competentes.

Por ser uma aeronave de grande porte e o acidente ser bastante sério, a aeronave (Até o fechamento desse post – as 21h25 do dia 14/10/2012) ainda não foi retirada da pista, fazendo com que o aeroporto permanecesse fechado por mais de 24 horas. As aeronaves da Azul que se dirigiam para Campinas no horário do incidente foram desviadas para Belo Horizonte, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e outros aeroportos.

Diante deste cenário, todos os voos da Azul com origem, destino e conexão em Viracopos foram CANCELADOS na data de hoje e, possivelmente, amanhã (15/10/2012) e na Terça-Feira (16/10/2012) novos atrasos e cancelamentos ocorram, dado o impacto gerado na malha da empresa.

É necessário, para que sua viagem seja confirmada e a reacomodação providenciada, que entre em contato com a companhia através dos seguintes meios:

  • Callcenter: 4003-1118 (De todo o Brasil)
  • Website da companhia: http://www.voeazul.com.br
  • Lojas da companhia nos aeroportos onde opera

Vale ressaltar que mais de 5.000 passageiros foram afetados, por isso o contato com a companhia está dificultado, bem como reacomodação em hotéis e em voos extras. Tenham certeza (Estou acompanhando ao vivo toda a solução do problema, juntamente com diretores e funcionários da Azul) que todos serão atendidos da maneira mais amável possível, e todo o esforço está sendo feito visando o bem estar do passageiro. Os reembolsos serão honrados e os voos serão remarcados SEM CUSTO ADICIONAL. 

A equipe do Portal PlusAviation deseja uma boa viagem a todos.

Um abraço,

João Vítor Balduíno.

Interior paulista – Cada vez mais Azul!

Caros amigos!

Que tal embarcar em um novíssimo ATR da Azul em um simples, porém interessantíssimo voo no interior paulista? Voamos recentemente entre Ribeirão Preto e Campinas e convidamos vocês a voarem conosco. Embarque conosco!

A compra do bilhete: Como em todos os voos que faço, um santo pequeno, de plástico e com um monte de números na frente saiu feito com entusiasmo da carteira. Santo Visa não falhou e, como sempre, em questão de minutos, tinha na minha caixa de entrada a confirmação do voo que faria no dia seguinte, um simples bate-volta para Campinas. Apesar de ser um trecho curto, não deixa de ser uma viagem e merece ser registrado e devidamente “reportado” aos senhores. Agora eu era um passageiro da Azul, em mais um voo da sua extensa malha, saindo da Califórnia brasileira, Ribeirão Preto, com destino a Campinas, formando uma autêntica ponte-aérea caipira, ligando essas duas belas e importantes cidades do interior paulista.

Seja bem vindo a bordo da Azul e de seus novíssimos e modernos ATR72-600! Como diria o saudoso Goulart de Andrade: Vem comigo!

Preparação para o voo: Bati meu recorde de vôos nos últimos tempos. Graças aos meus projetos pessoais (Estou escrevendo um livro) e com as viagens a trabalho, acabei fazendo apenas neste primeiro semestre nada menos (Para um passageiro, claro…) que 40 vôos, a grande maioria na Azul. Tive a oportunidade de conhecer lugares que eu não conhecia ainda (Como Vitória-ES) e pousar em aeroportos que gosto muito (Vitória e Santos Dumont). Conhecer pessoas, culturas diferentes, comidas, respirar outros ares foram coisas que sempre me encantaram, e viajar nada mais é a forma mais especial de colocar essas pequenas coisas em prática. E, claro, nada melhor que aliar isso a agradabilíssimos vôos nos céus brasileiros. Desta vez, eu iria novamente a Campinas, voando. Um aeroporto que gosto bastante aliado a um voo, não tem nada melhor.

Após um delicioso almoço com a família, passei em casa para apanhar a câmera e mais alguns objetos pessoais e me dirigi ao aeroporto Leite Lopes. O balcão da Azul estava completamente vazio e, em questão de dois minutos, tinha em mãos meu cartão de embarque da ida e da volta, e as poltronas marcadas no site no dia anterior no ato da compra foram devidamente respeitadas. Vale destacar uma atitude muito nobre do time da Azul: Logo que cheguei ao balcão da companhia, fui identificado por um cordial funcionário que, em todo tempo, me chamou pelo nome. Isso, definitivamente, é algo extremamente cativante. 1000 pontos para a Azul!

Logo ao ingressar na área de embarque, decidi sentar e aguardar o embarque, já que nosso ATR havia acabado de pousar e ainda estava desembarcando os passageiros procedentes de Campinas. O novíssimo, moderno e muito bonito ATR nos aguardava. Enquanto a fila se formava na frente do portão 3 do Leite Lopes, fiquei sentado, aguardando a chamada da funcionária da Azul. Sem pressa, só me apresentei no portão na última chamada para embarque, o que não tardou a acontecer, pois saímos com apenas metade da ocupação do ATR72-600.

E, quem nos levaria para Campinas naquela tarde de Sábado? Ninguém menos que o novíssimo PR-ATB, o La Ville Rose. Voando desde Dezembro de 2011 para a Azul, ele estava escalado para voar de Ribeirão para Viracopos naquele dia. Ao embarcar, logo notamos a diferença para os já cansados, porém não menos eficientes, ATR72-200. O interior completamente reformulado, com poltronas novinhas e bonitas, de couro, e uma iluminação branca deixam o ambiente totalmente clean e agradável. O cheiro de “carro novo” estava bastante marcante dentro do avião, sendo amplamente notado pelos passageiros próximos a minha poltrona. A janela, sem riscos, também fazia a vista de fora mais limpa do que nos outros ATR. Gostei muito, muito mesmo!

O interior do nosso ATR!

Abaixo, a vista da minha poltrona, 4D. As janelas, impecáveis, colaboraram para que as fotos saíssem belíssimas.

A visão da janela: Ao lado da hexapá!

E, o que é chover no molhado quando falamos da Azul, o ótimo pitch (Espaço entre as poltronas) no 72-600. Tenho 1,85 de altura, e me senti bastante confortável. O único ponto contra é a largura das poltronas. Eu, que não sou magro, sofri. A minha sorte foi ir sozinho na fileira, o que possibilitou levantar o apoio de braço e compensar a falta de espaço (Largura).

O espaço entre as poltronas no ATR agradou.

Detalhe da poltrona do ATR. Achei bastante semelhante a poltrona nos Airbus, excetuando na questão de conforto. Essas poltronas, se não me engano, são fabricadas pela RECARO. Peca apenas pela parte fina e curvada na região lombar, que começa a incomodar depois dos 30 minutos de vôo. Fora isso, nada a declarar: Agradou!

Detalhe da poltrona dos novos ATR600 da Azul.

Após o embarque ser finalizado, nosso comandante, Paulo Batista, vem até a cabine de passageiros e faz seu speech na frente de todos nós. Atitude extremamente louvável do simpático comandante!! O speech vocês podem ouvir através do vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=cj3F4GNGjhQ

Logo após o comandante finalizar seu speech e retornar a cabine, iniciamos nosso pushback e acionamento, com o speech de Boas Vindas da comissária líder, em nome do comandante Paulo Batista e do primeiro oficial Fernando Prokesh.  No final, mesmo com o visor da câmera fechado, a comissária gentilmente pediu: “Você desliga, por gentileza?”. É possível ouvir no final do vídeo o pedido da comissária. Sem problemas!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=aZfqyDaIP5Y

Prosseguimos nosso taxi até o ponto de espera da pista 18 de Ribeirão Preto. Um trafego da Webjet, que estava parado no nosso lado, prosseguiu para a pista 36. Creio que devido ao pouco tráfego na localidade e o vento calmo, os respectivos comandantes optaram pela pista a ser utilizada. Para o Azul, decolando da pista 18, com apenas uma curva a esquerda já estaria na proa de Campinas. Já para o WEB, decolando da pista 36, com apenas uma curva a esquerda já estaria na proa de Brasília, seu destino naquela tarde. Dessa forma, economizam alguns minutos de voo. Interessante!

Durante nosso taxi para decolagem.

Chegamos ao ponto de espera, onde sem parada alinhamos e decolamos. Ribeirão, até mais tarde!! “Pau na maquina, comando!!” Agora é nossa vez.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=vsyf0HAP7DQ

Fora do solo. Como vocês puderam ver no vídeo, o novíssimo 72-600 é muito mais silencioso que o 72-200. Estamos na parte dianteira da aeronave, que é mais ruidosa que a parte traseira, mas mesmo assim o nível de ruído é muitíssimo aceitável. Ponto para o ATR! Apenas 50 minutos separavam Ribeirão Preto de Campinas, um voozinho bastante gostoso, para ser curtido sem pressa. Nossas blue angels tinham tempo de sobra para servir os 40 passageiros que voavam para Campinas naquela tarde. Curiosamente, TODOS em conexão para outras localidades… Exceto eu, o louco entusiasta em dever jornalístico…

Ao fundo, a cidade de Ribeirão Preto sob as asas do Alfa Tango Bravo.

A califórnia brasileira.

Prosseguindo na subida ao nível de cruzeiro autorizado.

Subindo! (E rodando!)

Logo os avisos de atar cintos foram apagados pelo comandante (Ou pelo primeiro-oficial) e as comissárias entraram em ação. Uma delas veio oferecendo, da frente para trás, bebidas. Nesse voo, só tínhamos duas opções: Ou suco de laranja ou água mineral. Detalhe: A Azul não oferece nesses vôos regionais bebidas LIGHT. Seria interessante, pois as vezes algum diabético está a bordo, quer tomar um suco e não pode. Um suco light, do mesmo sabor, já ajuda. Para comer, os novos snacks oferecidos pela companhia. Escolhi a Bolacha Recheada (Estilo Negresco) e dois pacotinhos de Mix Aperitivo. Esse mix aperitivo parece bastante com o Mix Nuts da TAM, e é muito gostoso. Um mix para um “mini happy hour” nas nuvens. Só falta uma Heineken, como a TAM faz. Será que a Azul tem intenção de introduzir bebidas alcoólicas nos vôos nacionais? Dois tipos de cerveja, escura e pilsen, seriam interessantes nos vôos noturnos. Fica mais uma idéia…

Uma imagem do serviço de bordo. Eu já tinha devorado os dois pacotinhos do Mix Aperitivo e estava na última bolacha. Foi quando lembrei da fotografia. Fica o registro…

O saboroso e simpático serviço da Azul.

Realmente, voando o tempo passa rápido. Assim que uma das comissárias começou a recolher o lixo por nós produzido, o comandante Paulo Batista voltou a dirigir-se aos passageiros, informando que já havíamos iniciado nossa descida para Viracopos, também passando algumas informações sobre a temperatura reinante no aeroporto campineiro.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XGLDyXBXqx4

Notando os detalhes, deduzi que estávamos em aproximação para a pista 33 de Viracopos, onde (Creio eu) faríamos a final RNAV para pouso. As cidades vizinhas ao aeroporto puderam ser vistas abaixo do nosso ATR. Mais alguns instantes, estaríamos em solo.

Estamos chegando!

Para quem não é de São Paulo, logo na foto abaixo,  é a rodovia dos Bandeirantes. Liga Limeira-SP até a Capital Paulista, passando por Campinas. Esse é o trecho em Vinhedo-SP.

Final para pouso em Viracopos!

 

Emfim, estávamos na final da pista 33. Fiquei muito surpreso com o ATR. Na final, nem se compara ao jato dado o baixo nível de ruído interno. Novamente, ponto para a Azul e ponto para a ATR. Uma experiência totalmente diferente em turboélices. E tem mais depois…

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=GlrcmDkGYls

Senhoras e senhores, sejam bem vindos ao Aeroporto Internacional de Campinas-Viracopos. Recepcionados com uma leve chuva sobre o campo, desfilamos lentamente rumo ao pátio. No caminho, algumas aeronaves “sensação” da Azul puderam ser vistas, como o Azul Viagens e o Azul Verde (Bob Marley, carinhosamente apelidado).

Bem vindos! Chuvinha bacana, não?

 

Emfim, taxiamos e estávamos desembarcados. O ônibus da Infraero, comandado por um extremamente agressivo motorista, nos deixou em frente ao setor de desembarque de Viracopos. Como eu tinha pouco mais de duas horas no solo, decidi ir fazer um lanche. Para isso, fui até a lanchonete ao lado do setor de embarque do aeroporto. Da última vez que estive em Viracopos, em Julho, fui até o piso superior onde almocei naquele Aero Grill. Detalhei a experiência anteriormente, mas não custa avisar vocês, meus nobres amigos viajantes: Não comam naquele local! Cheguei em Ribeirão, depois de ter feito outros 4 voos no mesmo dia, com uma intoxicação alimentar terrível e passei bastante mal. Existem outras opções bacanas, como a Macarronada Italiana que serve uma excepcional Lasanha de berinjela e um prato com polenta, frango e maionese que me foi recomendado pelo amigo e leitor Fernando Canteras. O Frango Assado também é legal. Contudo, fiquei na lanchonete mesmo. Escolhi um sanduíche com Presunto de Parma, Rúcula, Tomate Seco e Mussarela de Búfala, acompanhado por um suco de laranja. Muito gostoso!!

De antemão, antes de algumas fotos abaixo, peço perdão pela qualidade: Foram tiradas com o celular pois guardei a câmera na bolsa.

A tal lanchonete.

E a obra de arte que foi devorada em minutos:

Tá com fome?

Após degustar meu sanduíche, fui dar uma volta no aeroporto e não é difícil notar o quanto Viracopos cresceu nos últimos anos com a chegada da Azul. É notório que a empresa revolucionou o aeroporto de Campinas, que permaneceu “morto” por vários anos, com escassas ligações aéreas, sendo quase exclusivamente cargueiro. Agora, de Viracopos, é possível partir pra um número grande de cidades do interior de São Paulo e do Brasil, voando em aeronaves modernas, novas e confortáveis por um preço justo na maioria das rotas. A Azul está de parabéns pelo trabalho que vem realizando em Viracopos, e esperamos que ela continue trabalhando mais e mais, justificando assim investimentos no aeroporto e conforto para o usuário. A cidade de Campinas e sua região, importantes para o progresso do estado de São Paulo, mereciam opções. E a Azul fez isso. Creio que era bastante desgastante para o pessoal dessa região ter que ir de carro para Congonhas e Guarulhos para poderem embarcar. Agora tem Viracopos, do lado, que cumpre muito bem o papel.

Passei na Laselva para comprar a última edição da Revista Época na data e um exemplar do jornal Folha de São Paulo.

Fui rapidamente dispensado dos controles de segurança e adentrei a sala de embarque, surpreendentemente com pouco movimento naquela tarde. Alguns voos saindo, Belo Horizonte, Navegantes, Galeão, Santos Dumont, Rio Preto e Ribeirão Preto. Novamente, o volume do sistema de som da sala de embarque incomodou. Demasiadamente alto. Alô, Infraero!

Procurei um lugar vago e sentei em frente ao portão E. Restou-me aguardar a primeira chamada para o voo de regresso.

Aguardando. E vendo avião!

 

Não demorou muito e logo anunciaram o embarque para o vôo 4307 para Ribeirão Preto. Sendo realizado pelo portão G, iríamos de ônibus até o ATR. Dessa vez, não aguardei as próximas chamadas e fui logo para a fila. O motivo? Apenas DEZ pessoas a bordo, voando para Ribeirão naquele fim de tarde. Em questão de 5 minutos, o embarque estava finalizado e nosso ônibus partiu rumo ao turboélice franco-italiano.

Nesse voo, voaríamos novamente no PR-ATB, que nos trouxe horas antes para Campinas. Trajeto curto, e em menos de dois minutos estávamos na porta do ATR. Devido ao baixo POB (Pessoas a Bordo), o embarque foi rápido e fui o último a subir as escadas da aeronave. Assim que pisei no ATR, a comissária de nome Patrícia me pergunta:

– O que você ta fazendo aqui, moço? Não era você que veio aquela hora com a gente?

– Era sim, Patrícia. Vim apenas para voar no ATR72-600 e provar mais uma vez os excepcionais serviços da Azul, em caráter jornalístico.

– Então, seja bem vindo ao La Ville Rose!

Foi com essa simpática saudação que adentrei pela segunda vez naquele dia o PR-ATB. Como nosso voo estava vazio, não respeitei o assento marcado no cartão de embarque (Que era o 2-A) e sentei na primeira poltrona que vi. Se não me falha a memória, a 11-D, logo atrás da asa. Assim que embarque, o PR-AZZ, irmão mais velho do nosso ATR72-600, chegou procedente de Araçatuba.

A bordo! Dessa vez, nos fundos.

 

O PR-AZZ, que já não voa mais pela Azul.

Nosso comandante, Paulo Batista, entrou no PA e transmitiu a seguinte mensagem (Não foram nessas palavras, obviamente): “Senhoras e senhores passageiros, boa noite, sejam todos bem vindos ao novíssimo ATR 600 da Azul, no nosso vôo 4307 para Ribeirão Preto. Nosso tempo de vôo está estimado em uma hora, Ribeirão Preto tem chuva leve e temperatura de 26 graus. Aproveito para informar que aguardaremos mais 20 minutos, pois estamos aguardando passageiros em conexão procedentes de Navegantes e Rio de Janeiro.  Por sua atenção, obrigado”.

Em suma, os 20 minutos passados pelo comandante se tornaram UMA HORA. Para surpresa das 14 almas a bordo (10 pax + 4 tripulantes), NENHUM passageiro além da gente embarcou, nossas portas foram fechadas e iniciamos de imediato nosso procedimento de Pushback e acionamento, com um atraso de mais de uma hora em relação ao horário publicado. Sem problemas. Pressa não era meu problema naquela noite.

Iniciamos nosso taxi até o ponto de espera da pista 33. Não fomos até o início da pista, e sim, decolamos a partir de uma intersecção antes do início. Porem, antes de decolarmos, aguardamos o pouso de um E-JET da companhia.

 

Belíssima aproximação do Embraer 195!

Após o pouso do tráfego, alinhamos e decolamos sem parada da 33. Vejam o silêncio e a potência do 600!!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=J0VWyXGmtq8

Como puderam ver, uma decolagem curtinha e suave. Após, prosseguimos em nossa subida ao nível de cruzeiro autorizado e no perfil de saída (SID) passada pelo Solo Campinas quando solicitado o tráfego.

Uma overview de Viracopos ao iniciarmos a curva a direita na saída KOLKI.

Viracopos! Adoro esse lugar…

O pátio lotado!

Sobe, ATR. Sobe!

E assim prosseguimos no nosso vôo até Ribeirão. A vista da nossa pequena janelinha era esta:

Que visão!

Logo após, entramos na camada e teve início uma leve turbulência que perdurou por uns 20 minutos. A comissária Patrícia fez seu speech padrão:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=OvomGaSPsRc

Após uns 20 minutos, o aviso de atar cintos foi desligado a as blue Angels  entraram em ação. Recusei a parte sólida, mas aceitei um suquinho, por causa do excesso de sal no Parma do sanduíche. Geladinho, caiu muito bem. O grande problema é que eu sou muito teimoso, e tomo suco de laranja mesmo sabendo da azia filha da mãe que vai me dar depois. Só nesse dia tomei TRÊS sucos de laranja, então pense na minha situação, caro leitor. Mas, no final, foi tudo bem.

Veja nosso ATR vazio:

Se eu gritar faz eco!

Detalhe da iluminação do ATR.

Elegantérrimo!

Sem muito o que fazer, logo iniciamos nossa descida para Ribeirão. As condições climáticas permaneceram as mesmas passadas pelo comandante ainda em Campinas. Descida um tanto quanto turbulenta, devido aos pontos de chuva e nuvens carregadas nas proximidades de Ribeirão.

Já em descida, uma sequencia de fotos.

Ih, ó lá: Nuvem!

Clareou de novo!

E logo estávamos na final da pista 36 de RAO, encerrando assim mais uma jornada excepcional nas asas da Azul.

Full flap, baixado e travado, na final!! Livre pouso pro Azul!

Vem com tudo, seu ATR lindo!

 

Toque suave na 36, livramos e prosseguimos nosso taxi ao terminal de passageiros. Calçado, com atraso de 40 minutos em relação ao horário publicado. Foi notório que foi feito de tudo para reduzir o atraso causado ainda na partida em Campinas.

E o que dizer da Azul nesses dois vôos?

Com certeza a escolha dos ATR foi acertada para a companhia. Ainda mais agora, com esse maravilhoso avião que é o 72-600, moderno, silencioso e confortável, a Azul tem tudo para conquistar ainda mais o cliente, com ótimas conexões em Viracopos e um serviço de primeira linha!

Notas:

1-Reserva: Nota 10!.
2-Check-In: Ágil e cordial! Nota 8 pela lentidão da atendente na ida e na volta.
3-Embarque: Nota 9. Sistema de som falho na ida, mas impecável (Até demais!) na volta.
4-Assento: Nota 8. Em couro, muito bonito e confortável. Peca apenas pela parte curvada na região lombar e na largura, um pouco estreito.
5-Entretenimento: Nota 5. A Azul disponibiliza revistas sobre a companhia nos bolsões.
6-Serviço dos comissários: Nota 7. Cumpriram muito bem seu papel como agentes de segurança a bordo.
7-Refeições: Nota 8. Ótima variedade de snacks para todos os tipos de gostos.
8-Bebidas: Nota 5. Apenas água e suco de laranja. Não tem opção de refrigerante nem opções light de suco. Um ponto bastante falho da Azul.
9-Desembarque: Nota 9. Rápido e organizado.
10-Pontualidade: Nota 7.
Partida na ida no horário, e pouso no horário. Na volta, decolagem com atraso de uma hora e pouso com atraso de 40 minutos.
Nota final: 7,6.

Outubro Rosa – Uma ação importantíssima!

Mas calma: Não é homenagem a ninguém e nem a gêneros e cidades.

Aderimos a uma campanha internacional chamada “Outubro rosa”.

Mas qual é seu real objetivo? A conscientização sobre o câncer de mama. Nessa campanha, a cor rosa foi adotada como a cor símbolo da luta de milhões de mulheres ao redor do mundo contra essa terrível doença.

Esse movimento começou nos EUA com ações isoladas, em que exames de mamografia para detecção da doença eram incentivados. Rapidamente, e com a união das mulheres, logo o movimento se espalhou ao redor do globo.

No Brasil e no mundo, várias empresas aéreas também aderiram a campanha, customizando aeronaves com a cor rosa, ampliando ainda mais esse movimento tão importante, e acrescentando ações especiais de divulgação.  No Brasil, temos a Azul e a TRIP, que possui um jato Embraer 195 (Azul) e dois turbo-hélices ATR-72 pintados nestas cores. (Azul e TRIP)Aliamos o tema AVIAÇÃO com CONSCIENTIZAÇÃO.

Azul e Trip: Juntas contra o câncer de mama!

Sei que nosso site tem leitoras mulheres, por isso, gurias, não deixem de realizar o exame preventivo todo ano. A detecção da doença no seu estágio inicial é crucial para uma recuperação eficaz, e as chances do câncer não retornar nunca mais são ainda maiores.

Comandantes e Comissárias da Azul - Unidas pela causa!

Comandantes e Comissárias da Azul – Unidas pela causa!

E, homens, conscientizem suas mulheres, filhas e parentes quanto a prevenção! É super importante que essa campanha atinja cada vez mais pessoas e ajude na ampliação dos centros de tratamento!

Você pode conseguir mais informações no site da FEMAMA, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama. Basta digitar http://www.femama.org.br e conhecer mais sobre a doença, os riscos, e o mais importante: A PREVENÇÃO!!!

Um abraço,

João Vitor Balduino.

Compartilhamento de Aeronaves: Um mercado em expansão

Via Hipertexto – Assessoria de Imprensa

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Ter um avião particular à disposição, sem precisar arcar com todos os custos de uma aquisição. Com o crescimento do mercado brasileiro de aviação executiva, o compartilhamento de aeronaves começa a surgir no país como forma de atrair clientes que buscam opções mais econômicas de investimento e de acordo com suas necessidades.

Muito comum nos Estados Unidos e na Europa, a compra fracionada possibilita que o cliente divida as despesas de operação e manutenção da aeronave, que são repartidas em “cotas”. Ao adquirir uma cota, cada cliente terá direito a uma determinada quantidade de horas de voo.

De olho nesse segmento desde o início da década passada – quando realizou a primeira pesquisa para avaliar a aceitação desse modelo de negócio no Brasil -, a Líder Aviação lança, em agosto, o “Líder Share”, que permitirá que até quatro pessoas compartilhem uma aeronave. Cada cota custa cerca de US$ 900 mil, mais os custos operacionais da aeronave.

Para o diretor de fretamento e gerenciamento de aeronaves da Líder Aviação, Heron Nobre, o crescimento da demanda por esse serviço é consequência do “amadurecimento” do mercado brasileiro. “Atualmente, as pessoas já não veem mais a aviação executiva como um artigo de ‘luxo’, mas como ‘ferramenta de trabalho’, ou seja, um investimento em agilidade, segurança, versatilidade etc.. Por isso, procuram soluções que ofereçam o melhor custo-benefício, pois, mesmo entre aqueles que possuem grandes fortunas, a ostentação tem cedido espaço a uma utilização mais racional dos recursos”, explica.

Indicado para pessoas que voam entre 15 e 25 horas por mês, o Líder Share pode representar até 30% de economia, se comparado aos custos de aquisição individual de uma aeronave. De acordo com Heron Nobre, a empresa já possui três aviões Premier 1A prontos para serem utilizados pelos primeiros clientes. “Basta assinar o contrato e começar a voar. Não será preciso nem esperar por outros cotistas”, explica o diretor.

Como membro do Líder Share, o cliente pode desfrutar de todos os benefícios de possuir um avião particular: basta agendar o horário do voo e deixar que a Líder Aviação cuide de todos os procedimentos necessários para a viagem. Caso a aeronave já esteja reservada para outro cotista, a empresa – que possui a maior frota própria da América Latina – disponibiliza outra aeronave, de igual ou maior desempenho. “O Líder Share é uma ótima alternativa para quem busca soluções em aviação executiva ao menor custo do mercado”, conclui Heron Hollerbach.